Como construir uma equipe orientada a soluções

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Chris Myers é Cofundador e CEO da BodeTree (plataforma de soluções financeiras) relata que se considera uma pessoa bastante equilibrada. No entanto, uma coisa que realmente o deixa com raiva: quando as pessoas interagem com problemas presentes, mas não oferecem soluções.

Para Chris qualquer um pode apontar a existência de um problema; essa é a parte fácil. As pessoas que trazem soluções para a mesa ao abordar um problema são as pessoas que realmente movem o mundo para frente.

Ao longo da minha carreira, ele descobriu que as pessoas se enquadram em duas categorias: fazedores e reclamantes. Nas equipes de maior sucesso, o número de fazedores excede em muito o número de reclamantes. O desafio para os líderes, então, é descobrir como atrair, reter e nutrir os auto iniciantes. Chris nos conta o que aprendeu resumido em 5 pontos:

  • Contrate pessoas que você não precisa gerenciar

Como mencionado antes, “os melhores gerentes se cercam de pessoas que não precisam administrar”.

A melhor maneira, se não apenas, de fazer isso é contratar devagar e atirar rápido. Isto é muito mais fácil dizer do que fazer. Historicamente, ele fez exatamente o oposto. Costumava contratar muito rapidamente e evitava demitir pessoas a todo custo. No entanto, percebeu que esse comportamento é covarde e egoísta.

Ao contratar, é importante nunca apressar o processo. Dedicar um tempo para mergulhar no conhecimento de um indivíduo e realmente conhecê-lo é a única maneira de determinar se ele é material de autocrítica. Mesmo assim, ainda há um certo grau de risco que você tem que aceitar.

Por outro lado, demitir um empregado que se enquadra na categoria de “reclamante” é mais claro. Embora o aspecto pessoal de demitir um funcionário seja infeliz, não importa a situação, o caso de negócios geralmente é claro.

A chave para o sucesso ao atirar é a verdade. Ser claro, conciso e direto ao entregar as más notícias. Se um funcionário não estiver demonstrando a atitude e o comportamento que você espera, será necessário fazer uma mudança rápida e decisiva.

  • Mostre ao seu time como agir, não conte

Para Chris não é segredo que os líderes definam o tom para toda a organização. Ele acredita firmemente que os funcionários não devem ser mantidos em um padrão diferente da liderança. Portanto, é importante que os executivos definam o exemplo correto quando se trata de ser proativo.

  • Chris ganhou o apelido de “o cobertor”.

Isso se deveu à minha tendência de cobrir as pessoas com atenção quando algo precisava ser feito. Se houvesse uma situação difícil que exigisse muita atenção, ele era o homem para o trabalho. Ele mantinha esse comportamento ao longo da minha carreira. Se houver algum problema com o nosso software, ele estava no telefone com as principais partes interessadas imediatamente.

Ele preferia excesso de comunicação sempre que surgisse um desafio. Pode ser irritante às vezes, mas ninguém pode duvidar da dedicação em resolver o problema em questão. Embora nem sempre pareça, os funcionários estão sempre observando o exemplo definido pela gerência. Com o tempo, esse exemplo torna-se arraigado como parte da cultura corporativa e cria raízes.

  • Ofereça feedback em tempo real

Não importa quão boa seja a equipe que você monta e quão bom é o exemplo que você estabelece, as pessoas ainda vão decepcioná-lo de vez em quando. Quando isso acontece, o melhor fornecer treinamento em tempo real.

É importante detectar o mau comportamento quando isso acontece e ajudar a explicar a situação aos membros da equipe que estão com dificuldades. Uma situação relatada por Chris e que um dos membros da sua equipe mais confiável estava preso em um ciclo reativo. Ao invés de esperar até o nosso check-in semanal para trazê-lo para cima, Chris o puxou para o lado e os ajudou a entender que agora era um momento para soluções, não reclamações.

  • A mensagem entrou imediatamente e o comportamento parou.

A pessoa não percebeu que estava sendo menos do que prestativa. Foi simplesmente uma reação natural no final de um longo dia. No entanto, esse lembrete sutil dado por Cris foi suficiente para dar início à sua criatividade, e logo resolveram o problema.

As pessoas têm uma tendência para branquear suas memórias ao longo do tempo. Se você esperar muito tempo para treinar um membro da equipe, é provável que ele se lembre da situação de forma diferente e não responda bem às suas sugestões.

No final do dia, é o trabalho do líder cultivar sua equipe para atingir seu potencial máximo. Incentivar uma cultura orientada para a solução é fundamental para esse sucesso.

*Fonte: Forbes.com / Autor: Chris Myers

O futuro do trabalho é o não-trabalho

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“Ando trabalhando demais”. É bem possível que você se identifique com esse sentimento. Mas repare que, mesmo em dias sem tantas pendências profissionais, há uma mania de eficiência que transforma o tempo em um recurso difícil de usufruir sem culpa. Bem, é exatamente isso que o filósofo italiano Domenico de Masi quer que você tenha a mais: tempo livre. Uma ideia que pode causar algum estranhamento a princípio. Afinal, como pensar em tempo livre se é comum desejarmos justamente o oposto: um dia com mais horas, para produzirmos mais. É que para De Masi esse paradigma da eficiência – produzir o máximo possível, de preferência no menor intervalo de tempo – está ultrapassado, pertence ao século passado. Ele acredita que agora estamos no século do Ócio Criativo; título de um de seus livros.

Para sustentar sua tese, Domenico de Masi afirma que estamos vivendo um daqueles períodos históricos que marcam a transição entre duas Eras. A última vez em que isso aconteceu no mundo foi com a Revolução Industrial, que moldou essa mania de eficiência que temos hoje. Essa revolução teve início em 1850, na Inglaterra, onde diversas indústrias foram construídas no meio do caminho entre o campo e a cidade. Tinham que estar próximas tanto da matéria prima rural quanto do mercado urbano. E como as fábricas precisavam de gente para trabalhar, o governo inglês adotou políticas severas de desestímulo (e, em alguns casos, proibição) de trabalho nos campos, para atrair as pessoas às cidades. E, longe do campo, diante da impossibilidade de plantar, a única saída para ter o que comer era trabalhar no chão de fábrica em troca de algum dinheiro – os ingleses que se recusassem eram queimados a ferro e fogo em praça pública. Foi aí que o trabalho se estabeleceu como o meio de sobreviver na cidade – e deixou de estar ligado à expressão de um potencial ou vocação.

Para o filósofo italiano, carregamos uma porção de heranças desse período. Uma delas é o próprio conceito de trabalho, atrelado a sofrimento – aliás, se examinarmos a etimologia, trabalho vem de tripalium, um antigo instrumento de tortura. A outra é uma certa obsessão pela padronização. Para que tudo desse certo na linha de montagem, os trabalhadores precisavam atuar de maneira padronizada – talentos e vocações individuais eram qualidades indesejadas pelas grandes empresas, fato que se repete com alguma frequência até hoje. E a terceira herança industrial que carregamos é a da segregação entre vida e trabalho. Os funcionários de uma fábrica, ao baterem cartão, viravam uma espécie de chave interna que determinava que, naquele momento, diversão e individualidade eram proibidos. Foco, silêncio e produtividade eram a ordem. A vida ficava para depois do expediente.

Acontece que a Revolução Industrial terminou. E, se naquela época a economia era totalmente lastreada pelos bens de consumo tangíveis, como ouro e petróleo, hoje vemos uma vertente de economia dos intangíveis, também chamada de economia criativa, onde os bens que circulam são serviços, informações, tecnologia e criatividade. É nessa transição que vivemos, diz De Masi. E para a economia dos intangíveis, a lógica do trabalho sofrido, da padronização e da segregação entre trabalho e diversão não interessam.

O filósofo italiano acredita que estamos moldando uma nova ordem mundial, e o Brasil terá um papel importantíssimo nessa história. Ele explica que os dois sistemas político-econômicos mais importantes do mundo ocidental – a social-democracia européia e o neo-liberalismo americano – atravessam uma severa crise porque não funcionam mais. Está na hora de criar um modelo novo, ele acredita. E, dentre as economias emergentes que mais crescem no mundo – Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul – o Brasil é o país com menos conflitos étnicos e melhores relações diplomáticas. E, em sua última vinda ao país, esse ano, defendeu: somos um forte candidato a criar uma ordem mundial.

E como será essa nova ordem?

De Masi acredita que a resposta passa necessariamente pela reinvenção do modelo de trabalho. Se na lógica moldada pela revolução industrial havia apenas um caminho profissional correto a seguir – fazer uma boa faculdade, passar por alguns estágios até se estabelecer em uma grande empresa – agora há uma infinidade de caminhos possíveis. Em vez de brigar pelas vagas de emprego existentes, está na hora de inventar novos trabalhos. E a única maneira de fazer isso é deixar de buscar fora de si as respostas profissionais. É da conexão com os talentos e vocações internos e da compreensão de como eles podem ser expressados que nascem novos modelos de trabalho.

Se o filósofo italiano estiver certo, o trabalho deixará definitivamente de ser sinônimo de sofrimento, padronização e tédio. É possível afirmar, seguindo a lógica de Domenico De Masi, que o futuro do trabalho é o “não-trabalho”.

Fonte: https://cidadesparapessoas.com/o-futuro-do-trabalho-e-o-nao-trabalho/

Há um novo perfil corporativo sendo exigido no mercado de trabalho

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Quer descobrir qual o tipo de profissional é mais disputado pelas organizações? O nosso artigo da semana vai apresentar o perfil deste novo especialista.

O mundo está em grandes transformações e as inovações socioculturais e tecnológicas podem fazer muita diferença no mercado de trabalho e na visão de carreira. Atualmente, vivemos grandes influências vindas destas mudanças e, prestando atenção nas tendências, podemos nos preparar e adaptar para novas formas de trabalho, impulsionando a carreira, que é o direcionamento dado ao exercício da profissão e na construção da trajetória profissional.

O mercado de trabalho exige um novo perfil corporativo, que é aquele que está em constante mutação. Esqueça o tempo de ser especialista em uma única área de formação! Essa realidade mudou. Hoje, o profissional disputado pelas organizações é o que consegue ser multitarefa em um mercado em frequente modificação. Se ainda não enxergou que o cenário é outro, é melhor abrir os olhos e a mente, pois o novo modelo de carreira que o prepara para o futuro, já bate à porta e é um caminho sem volta, sendo a percepção mais clara que a globalização determinou 30 anos atrás!

O mais novo especialista precisa ter:

  • conhecimento do negócio,
  • boa capacitação,
  • experiência profissional,
  • flexibilidade,
  • saber trabalhar em equipe,
  • possuir uma enorme competência emocional,
  • adaptabilidade e
  • proatividade

E indispensavelmente, estar atualizado em relação aos avanços tecnológicos, pois historicamente, são um dos motores que impulsionam as transformações no mercado de trabalho. Isso porque, com novas ferramentas e novos processos, o papel dos profissionais se modifica dentro das empresas.

Com ciclos de mudanças cada vez mais curtos, o que podemos esperar do futuro do trabalho?

O mercado anseia por pessoas que se desenvolvam em novas habilidades e competências, com coragem de se desafiar e de buscar novas formas de pensar, descobrindo e transpondo seus limites com inteligência e raciocínio rápido com perfil analítico e colaborativo. Em uma rápida reflexão sobre as habilidades pessoais e profissionais, o perfil do profissional não é mais só definido pelo mercado, mas pela relação dele com as outras pessoas, observados, principalmente, pelo modo de exposição nas redes sociais, hoje, um holofote profissional. E as áreas que vão sobreviver são aquelas que exigem competências humanas.

Bem-vindos à uma mudança de era, onde todas elas devem ser incorporadas por todos que desejam obter sucesso no novo cenário. Tenha em mente que as relações de trabalho estão se alterando definitivamente, formando novas reconfigurações: parcerias, contratos temporários, associações entre profissionais, entre outras. O novo mundo do trabalho é mais colaborativo e flexível. Vamos pensar juntos, criar oportunidades, fomentar mercados que acreditamos e que haja propósito pessoal, entender que a organização é um ser vivo que muda constantemente, assim como nós!

Fonte: https://exame.abril.com.br/carreira/ha-um-novo-perfil-corporativo-sendo-exigido-no-mercado-de-trabalho/

10 coisas que pessoas altamente eficazes não fazem no trabalho

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Você sabe que conheceu uma pessoa eficaz quando: você lê um livro que muda sua maneira de pensar, ouve uma palestra de alguém com extraordinária clareza mental ou trabalha para alguém que faz você querer ter um desempenho melhor. São pessoas que veem oportunidades em que os outros veem obstáculos, que se concentram mais em soluções do que em problemas, que simplesmente fazem as coisas.

Embora seus traços sejam discerníveis, o que pode ser menos óbvio são os hábitos de vocês mesmos que o impedem de chegar lá também. Aqui estão algumas das coisas mais significativas – e muitas vezes enganadoras – que você precisa parar de fazer para se tornar mais eficaz em sua própria vida.

  1. Intimidar-se.

“A força de vontade é para pessoas que ainda estão incertas sobre o que querem fazer.” – Hélia

Se você está se intimidando mentalmente com a preocupações que resultam somente nos piores cenários, você está atirando no próprio pé. Você está em um conflito interno consigo mesmo. Você precisa se perguntar: para o que você está indo e o que está prendendo você? Você realmente quer o que você está tentando se forçar a fazer? Se você não está naturalmente fazendo algo que você quer fazer, há uma razão e desvendar a razão subconsciente por que é essencial seguir em frente.

  1. Fique amargo.

“A criança que não é abraçada pela aldeia vai incendiá-la para sentir seu calor.” Provérbio africano

Se há algo em seu passado que você pensa regularmente ou que se sente irracionalmente louco, isso serviria para você fazer alguma autorreflexão. Todos foram rejeitados, ridicularizados ou fracassados ​​de uma forma ou de outra. Se, anos depois, você ainda estiver ruminando e tentando se convencer por que tal e tal situação está abaixo de você, considere que é porque você sente que ainda está abaixo dela. Um chip em seu ombro, muitas vezes faz você mais mesquinho do que poderoso.

  1. Confunda o conforto para a felicidade.

“O conforto leva à complacência. A complacência é a causa da estagnação. A estagnação em sua vida leva à úlcera da sua alma.” – Derek Doepker

A maioria das pessoas não entende a diferença entre felicidade e conforto. Seus cérebros literalmente não podem processá-lo. Eles escolhem relacionamentos terríveis, hábitos improdutivos e permanecem em empregos sem futuro porque se sentem confortáveis ​​e, portanto, parecem “certos”. Quando você só faz o que é confortável, fica preso no que conhece. Quando você pressiona os limites do seu conforto para tentar algo novo, coloque-se lá fora, você começa a explorar o que é possível. Tudo começa com a sua vontade de sair da sua zona de conforto.

  1. Traga as pessoas perto.

“A raiva é uma projeção de um estado sem poder.” – desconhecido

Pessoas eficazes estão discernindo sobre como se comunicam. Eles são pensadores descendentes, o que significa que eles consideram como alguém iria responder a eles antes de falar. É por isso que eles raramente são agressivos e não deixam as pessoas sozinhas. Quando as pessoas se sentem impotentes, ficam com raiva. A raiva faz com que suas defesas aumentem e, portanto, torna-o menos receptivo a feedback ou disposto a fazer mudanças.

  1. Valorize muitas opiniões.

“Aceite o conselho apenas daqueles com quem você gostaria de trocar de lugar.” – desconhecido

As opiniões de outras pessoas são como âncoras. Eles são essenciais para que funcionemos: como as outras pessoas pensarão e responderão a nós muitas vezes nos ajudará a se autorregular, não agindo de maneira prejudicial ou maliciosa. No entanto, quando nos preocupamos com muitas opiniões, nos ancoramos ao ponto de ficarmos presos. Isso é para dizer: cuidado com as opiniões das pessoas que estão mais próximas de você e com quem você gostaria de trocar de lugar na vida. Esse é o conselho que o guiará melhor.

  1. Não aceite desculpas como justificativas.

“A única coisa entre você e seu objetivo é a história de merda que você continua dizendo a si mesmo a respeito de porque você não pode alcançá-lo.” – Jordan Belfort

Você está fazendo o que precisa fazer ou não está? Suas desculpas podem parecer reais. Suas justificativas podem ser válidas. Eles, no entanto, não resolvem o dilema de você ainda não estar onde quer e precisa estar. Se você é melhor em dar desculpas do que você está trabalhando para mudar isso, você sempre ficará no mesmo lugar. Como Ayn ​​Rand diz: “A racionalização é um processo de não perceber a realidade, mas de tentar fazer a realidade se encaixar nas emoções”.

  1. Acredite em tudo que eles sentem.

“Sentimentos não são fatos … Eles são sentimentos … E sentimentos mentem o tempo todo.” – Rick Warren

Em um mundo que instrui você a “seguir seu coração”, “confiar em seu instinto” e ouvir seus sentimentos, fica claro por que pode ser tão confuso discernir a que você realmente deveria prestar atenção. Pode parecer inviável pensar que seus sentimentos não são fatos, mas, na realidade, é libertador. Os sentimentos que muitas vezes acreditamos são apenas os que são mais fortes. No entanto, só porque você sente que é inútil, ou não, ou incapaz, isso não é verdade. Os sentimentos não são espelhos da realidade, são espelhos de como estamos percebendo a realidade.

  1. Pensar demais causa procrastinação.

“Amadores sentam-se e esperam por inspiração, o resto de nós apenas se levanta e vai trabalhar.” – Stephen King

Existem muitos recursos na Internet tentando orientá-lo sobre como otimizar seu trabalho e realizar mais em um determinado dia. Certamente, hábitos diferentes que ajudam você a se organizar e manter o foco são importantes, mas o que acontece é que você se levanta e faz o trabalho ou não. Não é algo que você deveria ter que pensar demais.

  1. Não se preocupe com tudo.

“Somente as pessoas fortes sabem organizar seu sofrimento de modo a suportar apenas a dor mais necessária.” – Emil Dorian.

Não é o nosso tempo que é limitado a cada dia, é a nossa energia. Nós só temos muita energia em nossas vidas, e podemos escolher como gastamos. Enquanto algumas pessoas apenas dedicam sua energia a uma coisa em suas vidas e negligenciam as outras áreas que exigem equilíbrio, é mais comum que as pessoas tentem se espalhar muito pouco. Você não está destinado a fazer ou ser tudo em uma vida. Você não precisa se preocupar com tudo. Você não precisa se parecer com um modelo e atuar como um CEO e cozinhar como um chef e ter um Instagram como um fotógrafo e namorar como um especialista. É melhor escolher um punhado de coisas que mais importam e focar sua atenção nelas.

  1. Jogue de vítima.

“Ter problemas não os torna nobres ou virtuosos, isso os torna humanos. A nobreza e a virtude vêm do modo como você lida com seus problemas e aprende a passar por eles ou a viver com eles, se estiver fora de seu controle. ”- Oli Anderson

Todos são vítimas de algo em algum momento de suas vidas. Algumas dessas transgressões são mais traumatizantes do que outras, certamente. No entanto, jogar de vítima significa tomar uma ou duas coisas ruins que aconteceram com você e deixá-las controlar o resto de sua vida. Adotar uma mentalidade de vítima significa que você se vê como vítima. As pessoas que se capacitam adotam uma atitude de estarem dispostas a responder às suas circunstâncias de forma proativa, não importa quão positivas ou negativas elas possam ser inicialmente.

  1. Veja desafios como finalidades.

“Os limites do possível só podem ser definidos indo além deles para o impossível. Estamos todos diante de uma série de grandes oportunidades brilhantemente disfarçadas de situações impossíveis.” – Charles R. Swindoll

Pessoas eficazes não são intimidadas ou influenciadas por contratempos. Em vez disso, eles entendem que são simplesmente parte do processo e são esperados. Em vez de ver os desafios derrotando as finalidades, eles medem o que pode ser aprendido com eles, como a dor pode melhorar seu caráter a longo prazo e como podem reagir de maneira a garantir que a situação não apareça novamente. Seu objetivo não é garantir que nada dê errado, seja para tornar toda experiência uma oportunidade de crescimento, seja ou não confortável.

Autora: Briana Wiest  l  Fonte: www.forbes.com

O que fazer quando a empresa dos sonhos vira pesadelo

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A crise financeira e as mudanças na lei trabalhista são algumas das causas mais frequentes das reestruturações que podem culminar na perda de benefícios para os funcionários. Em situações assim, é comum que os novos contratados sejam pegos de surpresa pelo desânimo coletivo.

Para evitar esse cenário, uma das ferramentas mais poderosas que as companhias têm é reforçar ações de transparência, como a comunicação interna mais frequente e com alcance em todos os níveis. “Isso evita o clima de incerteza e, consequentemente, o aumento da rotatividade de pessoas, que pode trazer impactos negativos para a imagem corporativa e gerar custos desnecessários com novos processos de seleção, treinamento e desligamento”, afirma Celso Bazzola, diretor-executivo da consultoria de RH Bazz.

Para os candidatos que buscam uma colocação, a orientação para não se decepcionar com o ambiente corporativo após a contratação é pesquisar informações atualizadas sobre a companhia dos sonhos, porque muitas delas vivem de um passado glorioso e um presente nem tanto. “É comum que, no processo seletivo, o candidato romantize a empresa, especialmente se for aquela na qual ele sempre quis estar”, diz Marcia Vazquez, gestora de capital humano na consultoria Thomas Case & Associados, em São Paulo. “Mas, embora existam desejos, aspirações e sonhos, a escolha de um emprego deve ser baseada em critérios racionais e estar em consonância com o plano de carreira”, diz.

Mesmo reunindo dados que ajudam a tomar decisões melhores, nenhuma delas terá garantia contra frustrações. “Aceitar um emprego novo envolve um risco, porque somente a vivência diária dará ao funcionário a oportunidade de ver como de fato é a rotina”, afirma Rosa Krausz, diretoria científica e de formação da Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial (ABRACEM).

A tendência do ser humano é mesmo fantasiar. Isso acontece nos relacionamentos e no trabalho. “Idealizar sempre leva à frustração, porque a realidade nunca corresponde a 100% das expectativas”, diz Rosana Daniele Marques, gerente de Recursos Humanos da consultoria Crowe Horwath, em São Paulo. Portanto, faz parte da vivência no novo trabalho passar por um processo de desconstrução que envolve perdas – e ganhos. É nesse momento que o funcionário começa a fazer o balanço para avaliar se a companhia é um bom lugar para seguir carreira.

Quem já faz parte do quadro de uma empresa que atravessa tempos difíceis precisa de um esforço extra para manter a motivação ou avaliar com clareza uma mudança de rumo. É que ambientes depressivos, com falta crônica de reconhecimento, pessimismo e insatisfação, tendem a envolver até mesmo os otimistas e resilientes. “Reclamações contaminam os pensamentos e nos impedem de ter uma visão realista da situação e do ambiente”, afirma Rosa Krausz. “Pessoas que trabalham no que gostam e acreditam no que fazem podem se manter imunes ao desânimo coletivo, mas correm o risco de ser marginalizadas num local em que o padrão é a insatisfação.” Para vencer a situação, Rosa sugere uma estratégia: ouvir muito e falar pouco. “Participar das fofocas é se colocar em posição de fragilidade”, diz. “Ter uma postura de flexibilidade é a melhor saída.”

Ficar ou sair?

Dependendo do nível de descontentamento, sair do emprego é algo a se considerar. Isso acontece principalmente nos casos em que as medidas adotadas pela empresa batem de frente com as crenças pessoais do empregado. “Sempre que há divergências de valores e o profissional percebe que não há chances de reverter o quadro, o melhor é avaliar a busca por outra oportunidade”, afirma Celso Bazzola.

Quando a relação com a empresa está ruim a ponto de impactar o emocional, também é necessário avaliar melhor a permanência na função. Mas é preciso ter um plano B e uma reserva financeira e, antes de tomar a decisão, tentar um diálogo com o líder ou o setor de RH. “Conversar na empresa é importante, porque, algumas vezes, a situação crítica envolve apenas um setor”, diz Rosana Marques. “Um diálogo aberto pode permitir uma transferência de área e resolver a questão.”

Para Marcia Vazquez, vale também procurar a ajuda de um coach ou de um terapeuta para tentar ressignificar a experiência: “O importante é não tratar a frustração de maneira solitária, porque, assim, você continua com um único ponto de vista: o seu”.

*Fonte: https://exame.abril.com.br/carreira/o-que-fazer-quando-a-empresa-dos-sonhos-vira-pesadelo-2/

Autora: Melissa Diniz

Como as pessoas bem-sucedidas escrevem e-mails para conseguir o que querem

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Todo e-mail que você envia, você gasta capital intelectual precioso. Além disso o tempo é um recurso valioso e você pode desperdiçar o tempo das pessoas se suas comunicações não valerem a pena ou se forem incompletas. Envie alguns e-mails inúteis e você poderá perder a pessoa para sempre.

Para garantir que as pessoas responderão ou agirão de acordo com seu e-mail, sejam minuciosas e precisas. Cada comunicação por e-mail é sua oportunidade de se defender e se aproximar de seus objetivos. Revise esta lista de verificação de nove itens antes de enviar um e-mail:

  1. Considere o que mais está acontecendo com o destinatário.

Você aprendeu que a pessoa que você está enviando por e-mail ganhou recentemente um prêmio ou você gostou de ouvi-los falar em uma conferência? Resumidamente parabenize a pessoa ou mostre apreço pelo seu trabalho.

Seu e-mail deve estar focado, mas isso não significa perder a oportunidade de elogiar o destinatário. Louvor é sempre apreciado e uma ótima maneira de colocar o destinatário no estado de espírito certo.

  1. Pense no que mais está acontecendo com você.

Não perca a oportunidade de compartilhar o que há de novo em sua vida. Você trocou de emprego recentemente ou escreveu um artigo que pode ser de interesse para o destinatário? Compartilhe atualizações. Quanto mais as pessoas souberem de você, mais fácil será para as pessoas pensarem em você quando encontrarem oportunidades interessantes.

  1. Esteja ciente do que está acontecendo atualmente no mundo.

Se for a época de festas, diga “Boas Festas”. Se você ouviu as notícias de um incidente ocorrendo em sua região geográfica, deixe a pessoa saber que você está pensando nelas. Esse gesto simples pode criar uma conexão emocional e preencher a distância eletrônica entre o remetente e o destinatário.

  1. Responda

Não deixe o destinatário do e-mail adivinhando. Responda: quem, o que, quando, onde e porquê. Para qualquer evento ou situação, dê algum contexto para que a pessoa possa entender o que você está tentando comunicar. Informações suficientes permitem um melhor engajamento e reduzem a quantidade de idas e vindas, que as pessoas ocupadas apreciam.

  1. Não comece com “eu”

O presidente e CEO da Loews Hotels, Jonathan Tisch, aconselha a não iniciar sentenças com a palavra “eu”. Isso ajuda você a “enquadrar seu ponto no contexto da outra pessoa”, não a si mesmo. Quando você começa com a palavra “eu”, “envia uma mensagem de que você é mais importante do que a pessoa com quem você está se comunicando”, disse Tisch. Embora pareça contra intuitivo, mostrar que você está pensando sobre eles e não sobre si mesmo fará com que o destinatário fique mais inclinado a ouvi-lo e apoiá-lo.

  1. Inclua o anexo.

Se você quiser compartilhar um documento como anexo, verifique se o documento está anexado. Leva um segundo para verificar e evita que você tenha que enviar outro e-mail. E quanto mais e-mails você enviar, menos tempo o destinatário gastará em cada e-mail.

  1. Questione a precisão do conteúdo.

Não diga coisas falsas. Não exagere. Certifique-se de que o que você diz é um reflexo preciso da situação. Não corra o risco de perder a confiança destinatário.

  1. Revise o tom.

Um dos maiores perigos do e-mail é que o destinatário não entendeu a intenção do remetente. Nada bate comunicação em pessoa. Para evitar que as coisas se percam na tradução, releia suas palavras para o tom.

Você está usando a palavra “você” demais para que a pessoa possa interpretar que você está ordenando? O seu e-mail é muito curto e a pessoa pode achar que você é brusco com eles? Aproveite a oportunidade para minimizar a possibilidade de suas palavras serem tomadas de maneira errada. Mantenha a confiança do destinatário em você.

  1. Verificação ortográfica.

Você é humano. Você fará erros de digitação. Alguns destinatários veem os erros de digitação, outros não. Independentemente disso, erros de ortografia sugerem descuido e quanto você valoriza o destinatário. Isso mostra quanto tempo e esforço você coloca na comunicação. Habilite a verificação ortográfica e a revisão para mostrar que sua atenção está no destinatário. Acima de tudo, não inclua a frase “por favor, desculpe erros de digitação”, pois isso indica ao destinatário que você está ocupado demais para eles.

Seus e-mails são um reflexo de você. Cada e-mail é uma oportunidade para o destinatário decidir se o remetente é um recurso valioso e, por sua vez, vale a pena. Se você deseja ser digno do tempo de outras pessoas e as pessoas ficarem ansiosas por ouvir você, siga este guia para criar e-mails eficazes de maneira consistente.

Revista Forbes / Autora Avery Blank

Outsourcing, o santo de fora também faz milagre

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Crenças e devoções à parte, grandes empresas estão descobrindo as vantagens de terceirizar funções que não fazem parte do seu core business.

Um especialista em Gestão de Projetos, por exemplo, quanto tempo e dinheiro são gastos para formar um? Apesar de a oferta ser maior que a procura, contratar um profissional bem gabaritado é uma via crucis para qualquer gestor de RH. E quando ele consegue essa proeza, manter o contratado sempre atualizado com as boas práticas de mercado acaba sendo uma novena sem fim. E se depois de tudo, mesmo que ele mostre bons resultados dentro da organização, ele simplesmente resolva sair? Vish! Ai começa tudo outra vez. Nesses casos, infelizmente, não há reza que evite um bom, digo, um mau prejuízo.

Na outra ponta da história, o que o Outsourcing inteligentemente propõe não é o fornecimento de um simples recurso humano, mas de um serviço completo. Com isso a empresa não passa pelos perrengues acima, e, além disso, usufrui da garantia do profissional nos 12 meses do ano. Isso mesmo! Sem férias, licenças ou risco de passivos trabalhistas. A burocracia da CLT fica a cargo da contratada e não da contratante.

Ok, você deve estar pensando: Mas um profissional terceirizado não tem a cultura da empresa. Não, e isso pode ser uma grande vantagem, principalmente na imparcialidade na hora de resolver conflitos naturais que qualquer projeto acaba gerando. Um recurso terceirizado também não carrega os vícios e ranços de problemas antigos da instituição e o melhor, provavelmente ele ficará longe da rádio peão.

Portanto, na hora de contratar um especialista de TI ou profissional de GP, não é preciso subir nenhuma escadaria de joelhos e nem pagar nenhuma promessa. Pois o Outsourcing é o Santo mais moderno e competente que existe.

Assista logo abaixo a um breve vídeo sobre a PMBASIS. Uma empresa de Outsourcing moderna, altamente especializada em GP, flexível nas negociações, que tem uma estrutura enxuta e, consequentemente, um custo menor para quem a contrata. http://pmbasis.com.br/blog/por-dentro-da-pmbasis/

*Autor: Lange Pinheiro

Como obter sucesso em uma carreira bumerangue?

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Em um tempo em que os profissionais trocam de papéis a cada 4 anos (em média) as empresas se fundem, adquirem e expandem todos os dias, há uma boa chance de você se tornar um funcionário bumerangue.

Primeiro bumerangue (em inglês: boomerang) é um objeto de arremesso, que foi criado para voltar à mão do arremessador quando não atingir um alvo.

Mas, o que significa “Funcionário bumerangue “? Refere-se a uma pessoa que é recontratada por um ex-empregador.

De acordo com a Workplace Trends, três entre quatro empregadores estariam dispostos a recontratar ex-funcionários que tivessem bom desempenho e saíssem em bons termos. E há várias razões:

  • Os funcionários bumerangues conhecem a cultura da empresa e podem navegar com sucesso dentro dela;
  • Os funcionários bumerangues entendem os sistemas, siglas e estrutura da organização;
  • Os funcionários bumerangues são uma “entidade conhecida” que provavelmente vem com referências internas e um histórico de avaliações de desempenho em seus arquivos pessoais;
  • Os funcionários bumerangues, ainda podem ter relacionamentos com colegas, clientes ou fornecedores que beneficiem a organização e facilitem a integração;
  • Os funcionários bumerangues sempre trabalharam para concorrentes ou clientes e trazem novas perspectivas, contatos e ideias.

No entanto, esses funcionários podem inicialmente deixar suas organizações por uma série de razões. Alguns saem em seus próprios termos para uma oportunidade melhor, para retornar à escola ou para criar uma família. Outros podem ser pegos em uma reestruturação ou mudanças de liderança que afetam suas posições.

Não importa o motivo da saída, a maioria dos profissionais reconhecem que sair de uma empresa normalmente será benéfico no futuro. É um mundo pequeno, especialmente se você estiver em um nicho de mercado.

Um motivo adicional para almejar uma partida tranquila é que você deixará a porta aberta para o retorno – bumerangue.

Veja como renunciar graciosamente:

  1. Nunca diga nunca – Independente do motivo que esteja por trás da sua saída, você pode se sentir como se nunca tivesse trabalhado para essa organização novamente. No entanto, não há como prever o futuro. Mesmo que a chance seja remota, ser profissional só pode ajudar quando se trata de referências e networking.
  1. Transição sem problemas – Informe seu chefe com antecedência suficiente para garantir que seus projetos e tarefas sejam concluídos ou organizados e entregues aos colegas. Para muitos, isso são duas semanas, mas use seu critério. Em seguida, entre em contato com clientes, fornecedores, parceiros internos para alertá-los sobre sua transição e o nome da nova pessoa de contato.
  1. Elabore uma carta de demissão cuidadosa que destaque brevemente suas principais contribuições durante o seu emprego. Isso se tornará parte de seu registro de funcionário permanente e provavelmente será revisado se você decidir se inscrever novamente na empresa posteriormente.
  1. Se for necessário participar de uma pesquisa de saída ou entrevista, esteja ciente de que você se comunica. Embora potencialmente tentador, não use essa oportunidade para reclamar. Seja breve e compartilhe alguns destaques do seu mandato. Se você se sentir compelido, ofereça uma contribuição construtiva que possa ajudar a empresa sem prejudicar sua reputação. Ainda é uma “entrevista”, então trate dessa maneira e seja profissional.
  1. Seja gentil – Envie e-mails para aqueles que o ajudaram, incluindo mentores, gerentes e colegas de equipe. Inclua suas novas informações. Se apropriado, ofereça-se para ajudar a bordo do seu substituto e escreva recomendações para seus subordinados diretos ou outros colegas com quem você trabalhou de perto.
  1. Permaneça conectado – Faça questão de manter relacionamentos. Marque as datas do almoço, entre em contato via e-mail de vez em quando ou participe do happy hour de aposentadoria do chefe de departamento. Além disso, nunca fale (ou escreva) mal sobre o seu antigo empregador ou compartilhe informações proprietárias. Você nunca sabe quem são seus contatos.

Caso você tenha deixado sua empresa involuntariamente, pode não conseguir concluir algumas das etapas acima, mas pode valer a pena sua carreira a longo prazo. Também, vale a pena perguntar ao seu gerente ou ao departamento de RH se eles estariam dispostos a recontratá-lo no futuro. Muitas empresas têm uma caixa de seleção “elegibilidade para recontratar” que um supervisor completa como parte da documentação de fechamento. Se você teve um bom desempenho, é provável que a organização esteja aberta para considerá-lo em funções futuras.

A maioria dos gerentes entende que todos os trabalhos são, em essência, temporários no mercado atual. As formas de se despedir com a porta aberta para retornar podem ser benéficas tanto para o empregador quanto para o empregado.

Caçada feliz!

*Fonte: Forbes    l   *Autora: Dawn Graham

5 dicas para construir um time inovador

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Flexibilidade, diversidade e um programa de incentivo às ideias ajudam grandes companhias a encontrar soluções aos seus problemas

A palavra de ordem no mundo corporativo tem sido inovação. Um levantamento realizado pela consultoria PWC, com executivos de 195 empresas no país, evidencia o cenário: 85% dos entrevistados afirmaram que o tema é prioridade em suas corporações. Não é para menos.

Diversos negócios são ameaçados por rivais da nova economia que se mostram mais rápidas, eficientes e capazes de se adaptar ao atual momento do mercado. Quem se lembra, por exemplo, da gigante Blockbuster frente ao poder atual da Netflix? Para não ter o mesmo destino, as companhias tradicionais precisam se mexer.

Inovar em uma grande organização não é uma tarefa fácil. Por isso, os líderes de recursos humanos precisam trabalhar para formar equipes criativas, nas quais as ideias rolem soltas. Alguns clichês, como almofadas coloridas, vi­deogames e mesas de pebolim não bastam para essa transformação. Mais importante é manter uma atmosfera que estimule a criatividade.

É o que afirma o consultor americano Greg Satell, especialista no tema e autor do Mapping Innovation: A Playbook for Navigating a Disruptive Age (“Mapeando a inovação: um livro para navegar na era disruptiva”, numa tradução livre): “Pessoas motivadas, bem tratadas e num grupo diverso se sentirão estimuladas a procurar soluções”.

Veja a seguir as dicas para montar times inovadores e assegurar a sobrevivência dos negócios.

  1. Crie ambientes em prol da inovação

Não basta colocar um videogame para os funcionários e pensar que eles serão criativos de uma hora para a outra. “Nada adianta ter uma sala cheia de pufes e post-its se a mente dos líderes não está voltada para a cultura de inovação”, afirma Luís Rasquilha, presidente da Innova Consulting. Muitas vezes, para mudar o mindset é preciso ultrapassar as paredes da firma. Foi o que fez a seguradora Porto Seguro, baseada na região de Campos Elíseos. É nesse bairro, no centro da capital paulista, que 10 000 de seus 14 000 funcionários trabalham, inclusive o presidente Fábio Luchetti. A poucos quarteirões da sede, contudo, está a chamada “Cracolândia”. Para tentar revitalizar a região, a seguradora inaugurou um teatro há cinco anos e um centro cultural em 2016.

Os investimentos, além de aumentar o fluxo de pedestres fora do horário comercial, formaram um polo de criatividade para os empregados, que participam de cursos, workshops e encontros culturais no espaço. Além disso, o PortoFabLab que é um laboratório de fabricação digital voltado para artes é aberto ao público. Assim, funcionários da Porto interagem diretamente com a população do entorno. “É uma maneira de trazer novas visões para o nosso pessoal”, afirma Luchetti.

A seguradora adota outras medidas para promover a inovação: tem uma aceleradora de startups (a Oxigênio, que apoia 29 empresas novatas) e estimula o trabalho flexível. “Se uma pessoa considera que rende melhor à noite, por que vou escolher o horário dela?”, diz o CEO. “Se não mexermos nessas tradições antigas, não será possível criar um ambiente inovador.” Além do horário flexível, 3 000 empregados da Porto trabalham de casa.

  1. Incentive a colaboração

Segundo uma recente pesquisa da consultoria americana Clear Company, 39% dos empregados de grandes companhias afirmaram que seus companheiros não colaboravam tanto como deveriam. Mais: para os entrevistados, 86% das falhas de uma empresa acontecem pela falta de trabalho em equipe entre as pessoas.

Incentivar essa cultura é um desafio que a operadora Vivo vem enfrentando nos últimos anos. A concessionária, que atua no Brasil há duas décadas, desde a privatização da antiga Telesp, luta para que seus 35 000 funcionários comprem a ideia da inovação conjunta. “Por ser uma empresa que fornece serviços de internet, muitos podem imaginar que seja mais simples inovar aqui. Porém, não é o que acontece”, diz Ricardo Sanfelice, vice-presidente de estratégia digital e inovação. A Vivo tenta mudar a antiga filosofia baseada em comando e controle para uma com visão colaborativa.

Essa cultura é uma questão de sobrevivência, segundo Sanfelice. Isso porque a operadora pretende atrair talentos que sonham em trabalhar para companhias nativas digitalmente, como o Google e o Facebook. Por isso, a flexibilidade é algo fundamental. Medidas como extinção do antigo código formal de vestimenta, além de trabalho a distância, estão sendo adotadas.

A estratégia também resultou em uma área de inovação e digital, que ­atualmente conta com 600 funcionários — menos de 2% do quadro total de empregados da Vivo. Seguindo o conceito Agile, que estimula a criação de projetos entre diferentes setores, esses profissionais têm a missão de “serem evangelizadores da inovação”.

Um resultado mais tangível da estratégia foi a criação de um aplicativo para assistência técnica, chamado de Meu Vivo Fixo. Lançado em dezembro e gerado da união de diferentes departamentos, o qual tem como meta reduzir pela metade as mais de 700 000 ligações relacionadas a falhas técnicas que a operadora recebe por mês.

Além da interação entre pessoas de diferentes setores, Ricardo Sanfelice estimula também a inserção de start­ups no dia a dia da Vivo. “Esse tipo de contato melhora os resultados e motiva todos os funcionários a pensar em novas soluções para a companhia”, diz. Para esse fim, a Vivo criou a aceleradora Wayra e com isso, já investiu em 64 empresas novatas no Brasil.

Uma delas é a Oito, ligada à área jurídica. A startup, que teve o aporte em 2013, procura por processos judiciais contra empresas e cadastra-os de maneira mais eficiente — algo fundamental para uma operadora de telefonia, que, com um número altíssimo de clientes, fica à mercê de ações na Justiça. A Telefônica, controladora da Vivo, já investiu globalmente cerca de 130 milhões de euros no projeto Wayra, sendo cerca de 10% no Brasil.

  1. Invista na diversidade

A lógica é simples: “pessoas iguais geram pensamentos iguais”. Quanto mais gente diferente em um ambiente, maior a probabilidade de soluções distintas para um problema. Um estudo do banco Credit Suisse aponta que, de 2011 a 2016, as empresas que investiram em diversidade tiveram um aumento no lucro 6,5% maior do que aquelas que não apostaram no tema.

Esse é um dos pilares em que a IBM mais presta atenção. Todo trimestre, a área de recursos humanos no Brasil reúne as lideranças em um comitê de diversidade para tratar da contratação de mulheres, negros e representantes da comunidade LGBT. “Aumentamos em mais de 70% a contratação de mulheres e negros no ano passado”, diz Christiane Berlinck, diretora de RH da IBM.

  1. Recompense as ideias

A IBM sabe que precisa de mais do que uma estratégia de diversidade para ter inovação. A companhia, que em sua história centenária saiu da fabricação de computadores para a de sistemas de inteligência artificial, tenta estimular ideias permanentemente.

Para isso, criou uma moeda própria: o blue point. Se um funcionário inicia um projeto inovador ou tem atitudes que encorajem a inovação de seus pares, ele é premiado com o dinheiro. Com a bonificação, compra desde viagens até eletrodomésticos. Todos os gerentes e diretores têm direito a premiar qualquer pessoa na empresa, do próprio time ou não. “É uma forma de incentivar o trabalho entre as equipes”, diz Christiane, que não divulga os resultados.

  1. Fale e repita

Falar sobre inovação — o tempo todo — é importante. O Grupo Algar, que engloba desde resort até empresa de energia renovável, criou há 16 anos ciclos anuais sobre o assunto. Nesses encontros, equipes multidisciplinares são formadas para resolver problemas internos e externos da corporação e até mesmo para sugerir novos produtos ou serviços. Desde 2001, a empresa já investiu 100 milhões de reais em mais de 1 000 projetos e teve um retorno de 500 milhões de reais no mesmo período.

Para o tema não ficar restrito a apenas um grande evento por ano, no entanto, a Algar lançou uma série de eventos menores. Maratonas de programação e aprendizagem são feitas em parceria com universidades de maneira recorrente, especialmente na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais. Além disso, também abriu uma incubadora. Um dos exemplos desse movimento foi a estreia da Algar no mercado de energia fotovoltaica, por meio da startup Alsol. “Não enxergamos inovação como um tema apenas do momento”, diz Clau Sganzerla, vice-presidente de estratégia.

Como tudo na vida, não existe uma receita para inovar — mas há ingredientes certos. É irreal pensar que, com um evento aqui e outro acolá ou com estímulos pontuais, os times se tornarão supertalentosos em criar soluções. “O problema é que muitas empresas imaginam que basta jogar um pó mágico que a inovação acontece, e está longe de ser desse modo”, diz Roberto Wik, diretor da consultoria americana Cognizant. A mudança de mentalidade de todos os envolvidos é fundamental.

A inovação não é resultado de um toque de Mídias nem de pufes espalhados pelo escritório.

Para o americano Greg Satell, o papel do RH é criar um ambiente que estimule a busca de soluções.

Greg lançou seu livro Mapping Innovation no ano passado com a proposta de trazer aos executivos uma nova visão sobre inovação. Na entrevista a seguir, o autor explica os conceitos de inovação e como as empresas podem dar seus primeiros passos nessa questão.

A definição de inovar para ele é, simplesmente, resolver problemas. A cada dia, as pessoas possuem novos objetivos e, consequentemente, as empresas precisam procurar respostas para esses problemas. Os consumidores não têm de perder tempo pensando no significado de inovação: eles querem apenas ter acesso às soluções.

Para Satell o papel da área de recursos humanos nesse processo é engajar pessoas, pois bem tratadas e em um ambiente de diversidade vão se sentir estimuladas a procurar soluções. Logo, é necessário criar um espaço que permita esse tipo de interação, além de estimular a troca entre os funcionários. Para completar, é importante deixar claro qual é a missão da companhia. Dessa maneira, os empregados se engajarão no processo e a organização conseguirá contratar pessoas que realmente se encaixam na mentalidade e no objetivo empresarial.

Existe diferenças entre inovar no Brasil em comparação com os Estados Unidos ou países emergentes, explica Greg “Nos USA existem mais vantagens. O país possui um grande mercado, boa disponibilidade de dinheiro para investimentos e geralmente vive uma estabilidade econômica. Eu nunca fui ao Brasil, mas já vivi em países como Polônia, Ucrânia, Turquia e Rússia e posso afirmar uma coisa: as dificuldades encontradas nessas nações formam pessoas mais inovadoras do que nos Estados Unidos. Por causa de todos os problemas, as soluções precisam ser mais pensadas e elaboradas. Acredito que no Brasil seja a mesma coisa”, assim ele afirma.

Fonte: Autor André Jankavski – Revista Você RH

A linguagem corporal dos líderes colaborativos

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A escritora e palestrante Carol Kinsey Goman relata que, durante uma pausa em um dos seus seminários sobre liderança colaborativa, um homem da plateia contou lhe uma história: “Minha esposa é advogada e sempre fui uma defensora das mulheres no local de trabalho. Eu também acredito em colaboração e tento fazer com que todos se sintam incluídos e apreciados. Então eu fiquei totalmente surpreso quando uma mulher do meu time de diretores disse que eu não valorizava sua opinião. Eu assegurei a ela que eu valorizava e confiava em suas percepções e muitas vezes lhe dissera isso. Mas então fiquei curioso e perguntei o que estava fazendo que causou a impressão oposta. Ela disse: “Em reuniões, você não olha para mim quando eu falo”.

Então, ele disse: “Minha pergunta para você Carol: Como essa pequena e não verbal afirmação teve um impacto tão poderoso?” Carol o respondeu que seu questionamento foi bem cronometrado, porque o tópico que ela estava prestes a cobrir depois do intervalo era a linguagem corporal dos líderes colaborativos.

Carol explicou que nossos cérebros são programados para responder instantaneamente a certas pistas não-verbais. Esse circuito foi colocado em prática há muito tempo – quando nossos antepassados ​​enfrentavam ameaças e desafios diferentes daqueles os quais nós enfrentamos na sociedade moderna atual.

O mundo mudou, mas nossos processos de leitura do corpo ainda são baseados em uma reação emocional primitiva. Hoje, as ameaças potenciais (ou seja, nossos cérebros estão sempre alerta) são para nosso ego, autoestima e identidade. Somos especialmente vulneráveis ​​em nosso desejo de sermos incluídos, nos sentirmos valorizados, pertencermos. É por isso que os líderes colaborativos precisam estar cientes de sua linguagem corporal.

Pense desta maneira: em qualquer interação você está se comunica em dois canais – verbal e não-verbal – resultando em duas conversas distintas acontecendo ao mesmo tempo. O poder do alinhamento foi subestimado pelo meu público – ou seja, a palavra falada precisa estar alinhada com a linguagem corporal que a suporta. Quando esse alinhamento não ocorre, a outra pessoa tem que escolher entre as palavras e a linguagem corporal. Quase sempre, ela acreditará na mensagem não verbal.

Há dois conjuntos de pistas da linguagem corporal que as pessoas procuram instintivamente nos líderes. Um conjunto projeta calor e carinho e o outro sinaliza poder e status. Ambos são necessários para os líderes de hoje, mas, para um colaborador-chefe, o “lado mais quente” da comunicação não verbal (que tem sido desvalorizado e subutilizado pelos líderes mais preocupados em projetar força, status e autoridade) torna-se central para criar a força de trabalho mais colaborativa.

Quando você usa uma linguagem corporal “pró-social” calorosa com todos os membros da equipe, você cria um ambiente emocionalmente rico que suporta colaboração e alto desempenho. Aqui estão alguns exemplos: “Um sorriso genuíno não apenas estimula sua própria sensação de bem-estar, mas também diz a todos que você é acessível, cooperativo e confiável. Também, surge lentamente, enruga os olhos, ilumina o rosto e desaparece pausadamente. Em contraste, um sorriso falsificado surge rapidamente e nunca atinge os olhos.” É como a colaboração, depende da disposição dos participantes de falar e compartilhar ideias e insights.

Tente usar sua cabeça – literalmente. Pesquisas mostram que você pode aumentar a participação balançando a cabeça com grupos de três acenos em intervalos regulares. A inclinação da cabeça também é um sinal de que você está interessado, curioso e envolvido. A inclinação é um gesto universal de dar ouvidos à outra pessoa. Como tal, inclinações de cabeça podem ser sinais muito positivos quando você quer encorajar as pessoas a expandirem seus comentários.

Um dos motivadores mais poderosos para encorajar a participação é o contato visual, porque as pessoas sentem que têm sua atenção e interesse desde que você esteja olhando para elas. Como líder, você define o tom da reunião. Se você quer que as pessoas falem, concentre-se em quem está falando para ter certeza de que ele ou ela está ouvindo.

Quando conversamos com alguém de quem gostamos ou estamos interessados, subconscientemente mudamos nossa atitude corporal para combinar com a da outra pessoa – refletindo seu comportamento não-verbal. Quando você sincroniza sua linguagem corporal com membros de sua equipe, sinaliza que está conectado e envolvido.

Você parece mais receptivo quando descruza as pernas e mantém os braços confortavelmente afastados do corpo (não dobrados no peito ou apertados na cintura) com as palmas das mãos expostas ou as mãos apoiadas na mesa ou na mesa.

Atitudes positivas em relação aos outros tendem a ser acompanhadas de inclinação para frente – especialmente quando se está sentado. Quando duas pessoas gostam uma da outra, você vê as duas se inclinarem. Pesquisas também mostram que as pessoas que se inclinam para frente tendem a aumentar a produção verbal da pessoa com quem estão falando. Além disso, enfrente as pessoas diretamente.

Obstruções físicas são especialmente prejudiciais para a troca efetiva de ideias. Tire tudo que bloqueie sua visão ou que crie uma barreira entre você e o resto da equipe. Feche seu laptop, desligue seu celular, coloque sua bolsa ou maleta para o lado.

Se você entende que parece mais eficiente (ou importante) verificar continuamente um laptop ou telefone celular em busca de mensagens, recomendo que pense novamente. Como um membro de uma equipe de gerenciamento recentemente me disse: “Há um executivo sênior em nosso departamento que tem a reputação de ser totalmente viciado em seu smartphone, o que distrai especialmente as reuniões internas. Quando ele finalmente se concentra nos outros, os colegas fazem piadas sobre sua “volta à Terra”. O resultado é que, quando ele contribui, ele tem pouca credibilidade.

Para finalizar Carol destaca um ponto principal: “Se você realmente deseja incentivar a colaboração, certifique-se de parecer e agir com este objetivo!”

Fonte: Autora Carol Kinsey Goman https://www.forbes.com