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10 iniciativas para ajudar líderes a planejar visando o longo prazo

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Apesar de uma grande necessidade na vida dos gestores, pensar a longo prazo é uma tarefa muito difícil de ser aplicada na realidade na vida dos gestores, já que as demandas do dia a dia e as crises que surgem acabam consumindo todas as horas corporativas do dia.  

Porém, apesar de essa ser a realidade de praticamente 100% dos líderes, todos têm a consciência de que precisam incluir esse planejamento para garantir a competitividade da equipe e também se desenvolver enquanto profissional 

Esse também é um dos desafios enfrentados por Martin Zwilling, fundador e CEO da Startup Professionals, que escreveu para o portal Inc., contando as lições que aprendeu recentemente sobre o que pode ser feito para focar os gestores em planos que não envolvam o aqui e agora, absorvidas após a leitura do livro Winning Now, Winning Later (Vencendo Agora, Vencendo Mais Tarde, em tradução livre) escrito por David M. Cote, antigo chairman e CEO da multinacional Honeywell

Confira os conselhos apresentados: 

1. Estabeleça uma mentalidade de longo prazo 

Não permita que você ou sua equipe sucumbam ao erro de restringir o escopo do pensamento para resolver apenas o problema de hoje. Isso evita que as pessoas se esforcem para desenvolver o tipo de novas soluções que mudarão permanentemente os negócios para melhor, em comparação aos Band-Aids de curto prazo. 

2. Conecte as operações hoje com objetivos mais à frente 

Zwilling explica que, dentro da sua experiência,a estratégia de longo prazo geralmente é empurrada para fora da agenda devido aos desafios atuais. 

Por isso, o CEO sugere aos gestores conectar abertamente todos os problemas operacionais à sua estratégia, em vez de colocar a estratégia em um plano diferente e torná-lo apenas um evento anual. “Não faça do crescimento um evento de grande sucesso”, afirma 

3. Separe as ameaças comerciais sérias das crises diárias 

Para o fundador, a tendência natural do ser humano é que as pessoas tratem todos os problemas a curto prazo e apliquem patches em vez de soluções.  

“Ameaças estratégicas – incluindo novos concorrentes, mudanças de mercado e questões ambientais – precisam de uma análise mais profunda e de uma resolução completa antes de prejudicar a sobrevivência dos negócios”, acredita. 

4. Faça da melhoria de processos um foco constante 

“Não espere por uma crise de curto prazo – ou de longo prazo – para forçar melhorias no processo”, afirma Zwilling “Ao ser proativo, capacitar e recompensar seus funcionários da linha de frente pela melhoria dos processos, você aumentará a produtividade e o crescimento de seus negócios, tanto a curto como a longo prazo”. 

5. Crie e modele uma cultura de alto desempenho 

O executivo observa que, dentro de uma empresa, cada equipe de negócios se concentra internamente por padrão, comparando-se apenas aos outros que conhecem na organização. Na visão do profissional, o líder precisa fazer um esforço para incentivar seus liderados a fazer sempre o melhor, independente das áreas vizinhas.  

“É seu trabalho como líder ser o modelo de alto desempenho, quantificar a visão da equipe com métricas e expandir a conscientização para a melhor concorrência externa e novas ferramentas”. 

6. Atrair, treinar e recompensar apenas os melhores líderes 

Zwilling afirma que essa atitude requer a alocação de uma parte significativa do seu tempo, mesmo à medida que crescem as crises diárias, para o fortalecimento do pipeline de liderança, orientando altos potenciais, pagando-os bem e recompensando resultados com feedback positivo de curto prazo, bem como oportunidades estratégicas de promoção. 

 7. Examine constantemente o horizonte em busca de oportunidades de crescimento 

“Distinga as oportunidades de crescimento dos esforços de sobrevivência e garanta que sejam adequadamente financiados, recompensados e medidos”, acredita o CEO. “Saia regularmente da empresa para obter feedback sobre as necessidades futuras dos clientes, as tecnologias emergentes e as opiniões de influenciadores e especialistas da área.” 

8. Explore parceiros, fusões e aquisições para solidificar sua estratégia 

Zwilling pontua que o mercado está se movendo tão rápido que raramente é adequado confiar apenas no desenvolvimento interno para acompanhar as mudanças.  

“Você precisa avaliar constantemente fusões e aquisições, bem como desinvestimentos. Aprimore seu processo de devida diligência e integração desses novos elementos.” 

 9. Prepare-se proativamente para desacelerações e recuperações 

Certifique-se de prestar atenção às tendências macroeconômicas e dos clientes e planejar movimentos antecipados, em vez de esperar por uma crise. Isso significa identificar as iniciativas com antecedência, comunicar-se abertamente com sua equipe e pedir sua ajuda nos dilemas dos cortes e demissões de produção. 

10. Inicie o planejamento de sucessão para todas as funções, incluindo a sua 

Zwilling ressalta que o líder não deve delegar apenas ao RH a condução de promoções e planejamento de sucessão. Na percepção do CEO, cada gestor precisa identificar candidatos tanto para os seu liderados mas também para o seu próprio cargo. 

Se você examinar profundamente o sucesso dos líderes empresariais mais reconhecidos hoje em dia, como Jeff Bezos, descobrirá que eles praticam muitos ou todos esses princípios”, acredita.

“Embora seu trabalho e soluções para objetivos de curto prazo pareçam conflitar com objetivos estratégicos, estou convencido de que, com foco, você também pode equilibrar essas prioridades e criar um legado para todos nós nos orgulharmos”. 

Fonte: https://computerworld.com.br/carreira/10-iniciativas-para-ajudar-lideres-a-planejar-visando-o-longo-prazo/

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4 maneiras de evitar o estresse e burnout nas empresas

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Também conhecida como “síndrome do esgotamento profissional”, o burnout é um distúrbio causado pela exaustão extrema, física e mental, no trabalho. Tendo como principais causas da síndrome a sobrecarga e o sentimento prolongado de estresse, empresas e líderes precisam ter cuidado para evitar burnout e níveis de estresse muito altos em suas equipes.

Em pesquisa realizada em novembro com 1.500 colaboradores, o Runrun.it, plataforma brasileira de gestão de projetos e tarefas, descobriu que 61% dos trabalhadores entrevistados afirmam se sentir esgotados e sem energia física ou emocional após o final do expediente, 54% considera que não está conseguindo entregar as tarefas e projetos com a qualidade que deveria e 37,87% acredita que a eficiência diminuiu nos últimos meses.

Os dados mostram que a saúde mental deve ser uma das preocupações das empresas, principalmente nas rotinas de trabalho que foram afetadas pela pandemia. Neste cenário, ferramentas como a Runrun.it podem ser de grande ajuda no gerenciamento de projetos, tarefas, fluxo de trabalho, e na redução da microgestão, dando a gestores e equipes uma visão completa dos processos mesmo em situações de trabalho remoto.

Confira, abaixo, 4 maneiras de evitar o estresse e burnout nas empresas:

1. Comunicação não-violenta

De acordo com a pesquisa da Runrun.it, 16% dos entrevistados apresenta sintomas de estresse baixo, 55% moderado e 29% alto. Evitar que essas situações escalem é fundamental, e a comunicação não-violenta tem um papel importante. A comunicação mais compassiva e humana, aliada a outras ferramentas, pode evitar que situações já complicadas se agravem e torna-se, portanto, uma habilidade essencial para líderes que precisam lidar com funcionários que apresentam algum nível de estresse.

2. Gestão das tarefas e projetos

Grande parte dos problemas de uma empresa e de sua equipe podem vir de uma gestão que deixa a desejar. Um líder pode perder a visão do todo e sobrecarregar um funcionário ou uma equipe se não tiver cuidado com o gerenciamento de tarefas. Por ser um problema comum, a Runrun.it criou a possibilidade de acompanhamento em tempo real, assim como a visualização da disponibilidade de cada um, se tornando assim uma grande ferramenta auxiliar para o gestor, evitando que funcionários fiquem sobrecarregados.

3. Criar conexões com a equipe

A empatia no ambiente de trabalho gera um ambiente harmonioso, sinérgico e cooperativo e por isso tem uma enorme importância na criação de conexões entre líderes e equipe. O CEO da Runrun.it, Antonio Carlos Soares, tem isso em mente e afirma: “Para tornar o trabalho remoto sustentável a longo prazo as empresas precisam adotar um conjunto de ações empáticas, visando criar conexões e aproximar colaboradores, além de contar com ferramentas que ajudem a distribuir melhor a carga de trabalho, focando nas entregas que são realizadas pelos times e não no tempo que cada um fica trabalhando”.

4. Cultura Organizacional

Com o objetivo de identificar como os funcionários percebem as características da cultura do local onde trabalham, a cultura organizacional se mostra essencial para compreender o propósito de seus projetos e das tarefas que realizam. É dessa forma que os processos podem ser organizados e a satisfação quanto ao trabalho aumenta. É mais uma ferramenta de prevenção, considerando que a falta de reconhecimento e propósito são, também, causadoras da síndrome de burnout.

Fonte: https://administradores.com.br/noticias/4-maneiras-de-evitar-o-estresse-e-burnout-nas-empresas

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No mundo corporativo ser ágil nem sempre significa ser rápido

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Com o mundo em ritmo cada vez mais acelerado de mudanças, as empresas já entenderam que a sobrevivência depende de uma enorme capacidade de adaptação aos cenários que se apresentam, às vezes de forma repentina. É preciso garantir entregas que agreguem valor e se diferenciem. E quando o assunto é gestão e inovação, a metodologia ágil está no topo das tendências.

Metodologias ágeis podem ser definidas como um conjunto de práticas aplicadas no gerenciamento de projetos, cuja principal característica é a alta adaptabilidade a mudanças. Elas são estruturadas em ciclos curtos, as chamadas sprints, e o objetivo é, a cada novo ciclo, realizar uma entrega pré-determinada. Essas práticas vêm se mostrando extremamente eficazes para aqueles que buscam impulsionar a gestão de projetos e manter equipes em estado de permanente prontidão, capazes de apresentar reações rápidas às mudanças e flexibilidade na adaptação.

A transição do modelo de trabalho presencial para o home office é um exemplo de como as empresas enfrentam desafios inesperados que precisam ser encarados e vencidos de forma rápida e “com o carro em movimento”. Aqueles que já trabalhavam com metodologias ágeis tiveram vantagens nesse processo. Como as entregas possuem ciclos mais curtos, possíveis dificuldades de adaptação ou quebra no ritmo de produção de um integrante da equipe são fácil e rapidamente identificadas por conta da forma como o trabalho é conduzido.

O foco está nas pessoas e não nas ferramentas. O indivíduo e seus papéis são colocados acima de tudo. O conceito da metodologia traz a responsabilidade para cada colaborador, o que é muito eficaz porque quando se coloca de forma clara a responsabilidade para o indivíduo, a pessoa é empoderada, o que costuma surtir efeito positivo.

E como saber se uma empresa está pronta para o ágil? Apesar de altamente vantajosa para qualquer empresa e do baixo custo para implantação, a metodologia possui alguns pré-requisitos para que a prática seja bem sucedida – entre eles, a interação da equipe, que precisa ser colaborativa e auto gerenciável. Como existe a necessidade de uma troca muito constante, de informações e percepções, a equipe precisa estar bem entrosada e com grande proximidade entre as pessoas.

As daily meetings (reuniões diárias de, no máximo 15 minutos) são um dos ritos da metodologia e servem para alimentar essa troca entre as pessoas, para que todos entendam em qual estágio o processo está, tirem dúvidas, e se ajudem. E se pode parecer difícil reunir diariamente uma equipe inteira no modelo de trabalho remoto, pense que todo desafio pode ser encarado como oportunidade. Por experiência, afirmo que colocar toda a equipe junta em um aplicativo de reunião virtual tem sido mais fácil e produtivo.

Os ritos pré-definidos acabam por fazer com que a equipe fique mais unida, com um contato mais próximo, eliminando qualquer chance de dispersão que o trabalho remoto possa causar. Nestes meses de pandemia, o Ágile Trades, um dos movimentos que representa o ágil no Brasil, teve um aumento de 20% na busca por informações, o que mostra que um número cada vez maior de gestores está entendendo que esse modelo de trabalho pode melhorar os resultados da empresa, principalmente em um cenário em que o home office chegou para ficar.

Basta deixar o purismo de lado e ter a flexibilidade de avaliar o que cabe melhor para a empresa, sabendo escolher o melhor método para a operação. Mas é preciso saber onde a organização está hoje e para onde quer ou precisa ir. Deve-se considerar também o que a empresa valoriza mais na equação entrega previsível versus capacidade de se adaptar à mudança. A segunda coisa a considerar é o valor conferido ao cliente. A empresa tenta descobrir o que o cliente quer ou está focada apenas em fazer e cumprir compromissos?

Por fim, deixo aqui duas observações importantes sobre essas reflexões. A primeira é que ser ágil não significa apenas ser rápido. É preciso entregar valor. Em alguns casos, vale mais “furar uma sprint” de duas semanas e entregar em três, com mais valor. A segunda observação é que utilizar essa metodologia não significa ausência de disciplina, documentação ou planejamento. Tudo isso acontece dentro do ágil, só que de forma menos burocrática. O que existe é uma documentação viva, um planejamento curto dentro das sprints.

O ágil exige até mais disciplina que o modelo tradicional de trabalho e tem o poder de revolucionar a gestão e acelerar projetos de forma muito eficiente, como nenhum método tradicional é capaz, com ou sem home office.

Fonte: https://www.segs.com.br/seguros/268502-no-mundo-corporativo-ser-agil-nem-sempre-significa-ser-rapido

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3 habilidades sociais que as empresas procuram nos profissionais

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De acordo com o modelo de inteligência emocional de Daniel Goleman, psicólogo referência no tema e autor de diversos livros, há cinco conjuntos de competências e habilidades que fundamentam a inteligência emocional.

Além de autoconsciência, autorregulação, automotivação, empatia, a inteligência emocional conta com as habilidades sociais, que são o conjunto de capacidades envolvidas nas interações sociais. Segundo o especialista, elas assumem muitas formas, e vão muito além de ser extrovertido, por exemplo.

Elas variam de ser capaz de sintonizar os sentimentos de outra pessoa e entender como cada um pensa até a capacidade de negociação. Todas podem ser aprendidas na vida, contanto que se dedique tempo, esforço e seja perseverante durante o processo.

Para desenvolvê-las, ajuda ter um modelo, alguém que incorpora a habilidade que quer melhorar para olhar e se inspirar. Também é preciso praticar sempre que uma oportunidade surgir naturalmente.

Por que interessa em todos os ambientes profissionais

O interesse pela inteligência emocional no local de trabalho vem do amplo reconhecimento de que essas habilidades diferenciam profissionais e líderes mais bem-sucedidos da média.

Isso é especialmente verdadeiro em funções em que todos têm que ter o mesmo nível técnico: nesses contextos, como as pessoas gerenciam a si mesmos e seus relacionamentos faz toda a diferença.

Conheça as 3 habilidades sociais mais valiosas para qualquer ambiente de trabalho!

#1 Habilidade de comunicação

Habilidades de comunicação são vitais em qualquer ambiente de trabalho Você precisa ser capaz de ouvir os outros e também transmitir seus próprios pensamentos e, até mais importante, seus sentimentos. Da forma certa e levando em conta com quem se está se comunicando.

Bons comunicadores:

. Praticam a escuta ativa: ouvem com atenção, sem estar apenas esperando sua deixa para “retrucar” e aguardam o outro falar sem interromper. Basicamente, ouvem todo o conteúdo, processam e só então respondem.

. Certificam-se de que todos entendem o que é dito e buscam o compartilhamento completo e aberto de informações.

. Sabem receber notícias não tão boas. 

. Lidam com situações difíceis antes de elas piorarem.

. Agem de acordo com as “dicas emocionais” que os outros dão ao comunicar-se sobre seus sentimentos.

#2 Habilidade de cooperação

Esta habilidade social diz respeito a trabalhar bem com os outros, sendo produtivo e fortalecendo relações. As pessoas que têm altos níveis dela costumam ver a relação com a equipe como fator tão ou mais importante do que a atividade ou a meta.

Eles colaboram ativamente, compartilhando planos e ideias e trabalhando juntos para construir um todo melhor. Ao fazê-lo, promovem um clima cooperativo no qual todos se sentem convidados a contribuir. Além disso, também procuram ativamente oportunidades de trabalho colaborativo.

Com frequência, fazem com que a equipe tenha um desempenho melhor. Aqui, não se trata só de liderança formal, mas de procurar cooperar saudavelmente em qualquer função que se exerça.

#3 Habilidade de formar vínculos

É essencial para construir e manter relacionamentos com outras pessoas.

Desenvolver essa habilidade leva você a ter melhores relacionamentos. As pessoas que são boas nisso são grandes networkers, construindo e mantendo uma forte rede de contatos e conexões que lhe ajudam com acesso, suporte, informações, etc.

Quem tem boa habilidade de formar vínculos também trabalha em relacionamentos estabelecidos para mantê-los saudáveis. 

Uma característica das pessoas que são boas nessa habilidade é que elas têm muitos amigos entre seus colegas de trabalho. É muito sobre a valorização dos outros: estar interessado e querer saber mais sobre eles de verdade.

Essas três habilidades não só fazem de você um profissional mais eficiente e te dão mais chance de ter alto desempenho e se destacar, como beneficiam enormemente as organizações. Por isso, costumam ser bastante procuradas em recrutamentos de todas as áreas.

Fonte: https://www.napratica.org.br/habilidades-sociais-para-qualquer-profissional/

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As 10 características de gerentes de projeto altamente eficazes

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Todo gerente de projeto sabe executar projetos dentro do prazo e do orçamento. E bons gerentes de projeto também se esforçam para atender aos requisitos do projeto de forma consistente. Mas os líderes de projeto verdadeiramente excelentes vão além. Entre outras coisas, eles não apenas executam projetos dentro do escopo; eles são parceiros de negócios estratégicos responsáveis, totalmente investidos no sucesso organizacional.

Muita coisa mudou em 2020. O gerenciamento de projetos se tornou mais complexo como resultado da Covid-19. Se você está procurando se destacar e levar sua carreira de gerenciamento de projetos para o próximo nível, as seguintes características de gerentes de projeto altamente eficazes irão lhe mostrar o caminho. Juntamente com as habilidades técnicas necessárias, esses atributos o colocarão em uma demanda maior como gerente de projeto, fornecendo uma base sólida que permitirá que você se adapte à dinâmica de um projeto em constante mudança, enquanto coloca as necessidades das partes interessadas em primeiro lugar, acima de tudo.

1. Um parceiro de negócios estratégico

Os gerentes de projeto que podem oferecer habilidades de liderança estratégica de nível superior, não apenas habilidades de gerenciamento técnico, oferecem vantagens significativas para organizações de todos os tamanhos. Desde o início da pandemia no início de 2020, existem fatores muito mais complexos, internos e externos, que podem impactar negativamente projetos de todos os tipos. Esses fatores incluem a linha de base tripla (resultados econômicos, ecológicos e sociais), restrições legais e legislativas, questões de projetos remotos e fatores internacionais e culturais – para não mencionar atrasos e restrições de recursos significativas.

Fatores como esses criam obstáculos adicionais que um gerente de projeto deve enfrentar. Se você não tem um forte entendimento de como seu projeto se encaixa nos objetivos estratégicos gerais da empresa, você prejudica significativamente suas chances de entregar resultados eficazes. Os escritórios executivos de gerenciamento de projetos se concentram nessa conexão e aumentam as taxas de sucesso de projetos, programas e portfólio.

 

2. Focado nas partes interessadas

Covid-19 devastou empresas e indivíduos em todo o mundo, tornando difícil concentrar-se nas necessidades das partes interessadas em comparação com as dificuldades pessoais e familiares. No entanto, como profissionais, bons gerentes de projeto podem separar suas necessidades pessoais das necessidades dos stakeholders do projeto. Eles oferecem sempre o melhor desempenho no trabalho, independentemente de tendências ou necessidades pessoais. Esse é o nível de foco com o qual as empresas passaram a confiar na profissão de gerenciamento de projetos – e o que faz os principais candidatos se destacarem.

 

3. Generoso com os créditos para os outros

As contribuições de outras pessoas impactam fortemente a eficácia do líder do projeto em sua equipe. Gerentes de projeto altamente eficazes compartilham o crédito pelo trabalho bem executado e incentivam todos os membros a participar e contribuir em seus níveis mais altos. Em vez de tentar ser um pau para toda obra, aproveite o conhecimento e as habilidades dos outros na equipe. Essa tática simples, mas eficaz, aumentará significativamente a probabilidade de atingir os objetivos.

 

4. Um motivador habilidoso

A capacidade de um gerente de projeto de se comunicar e influenciar uma variedade de partes interessadas é fundamental para o sucesso do projeto. Afinal, você precisa encontrar maneiras de motivar os funcionários sobre os quais você ainda não tem influência direta e que podem fazer ou quebrar um projeto. É necessário inspirar confiança nas mentes das partes interessadas e patrocinadores, principalmente se e quando houver necessidade de abordá-los com mudanças no escopo do projeto. Você deve demonstrar respeito pelos membros da equipe, partes interessadas e patrocinadores em todos os momentos se quiser receber o respeito deles. É quase impossível para os projetos progredirem na direção certa e no prazo sem respeito e motivação, especialmente de patrocinadores e partes interessadas.

 

5. Totalmente investido no sucesso

Gerentes de projeto altamente eficazes acreditam em seu trabalho e estão totalmente empenhados em ver um projeto do início ao fim. Essa mentalidade ajuda a alcançar os melhores resultados ao longo do projeto. Envolva-se completamente em todos os aspectos profissionais do projeto, suas atividades e seu pessoal. Evite se esforçar demais se quiser manter a integridade profissional e a satisfação das partes interessadas. John Paul Engel, Presidente da Knowledge Capital Consulting, afirma que o engajamento, a resiliência e a capacidade de manter um alto nível de satisfação do cliente e da equipe são as chaves para gerar resultados.

 

6. Responsável e íntegro

Nem tudo em um projeto sairá conforme planejado. Erros são esperados, mas é importante sempre aceitar quando você está errado e aprender com seus erros. Ser responsável por suas decisões e ações é vital e envia uma mensagem forte para o resto da equipe. Paul Dillon, Fundador da Dillon Consulting Services, concorda: “Integridade, determinação, bom senso, a capacidade de formar uma visão e executá-la, confiança em sua própria competência” são marcas registradas de gerentes de projeto altamente eficazes. “Sem a capacidade de ser altruísta, de colocar as necessidades e desejos dos outros antes dos seus, você nunca fará com que as pessoas ‘sigam você para um lugar onde não iriam sozinhas’”, diz Dillon, citando Joel A Barker. “E é por isso que a maioria das pessoas falha em posições de liderança, eu acho, ou não consegue”.

 

7. Um comunicador eficaz

Considerando que a comunicação desempenha um papel significativo no gerenciamento de projetos, equipes e outras partes interessadas, esta se torna a habilidade mais crítica. Comunicação não significa apenas ser um facilitador, palestrante ou escritor estelar; requer boas habilidades de escuta. Ouvir ativamente o que está sendo dito – e não dito – e levar em consideração o contexto é importante. Ouvir as opiniões dos outros e levar em consideração suas experiências e conhecimentos ajuda a reduzir conflitos e riscos potenciais devido a pontos cegos e aumenta a probabilidade de sucesso do projeto.

 

8. Um líder respeitado

Embora você não possa agradar a todos, ter uma reputação estabelecida como líder respeitado normalmente significa que você a conquistou por meio de trabalho árduo. Se você é novo no gerenciamento de projetos, isso levará tempo. Trabalhar para se tornar um comunicador eficaz, investindo no sucesso das partes interessadas e mantendo a responsabilidade e integridade, entre outras coisas, pode ajudá-lo a chegar lá mais rápido. Uma vez lá, é muito mais fácil liderar projetos e equipes com mais facilidade.

 

9. Um agente de mudança

Se 2020 nos ensinou alguma coisa, a mudança é inevitável e pode ser altamente prejudicial para todas as áreas dos negócios e da vida pessoal – e o gerenciamento de projetos não é exceção. Gerentes de projeto altamente eficazes entendem isso, adotam isso e incorporam elementos de incerteza em seus planos de projeto. Eles também reconhecem a necessidade de trabalhar em estreita colaboração com especialistas em gestão de mudança para ajudar as partes interessadas a se adaptarem às mudanças e se prepararem melhor para o estado futuro das coisas – e trabalhando no escuro.

 

10. Trabalhe no escuro

Todos os atributos mencionados anteriormente falam por si, mas o que realmente diferencia um gerente de projeto é sua capacidade de “trabalhar no escuro”. Essa é uma habilidade obrigatória, pois a maioria dos projetos, independentemente do tipo, indústria, tamanho ou complexidade, terá áreas obscuras que você precisará navegar em algum ponto. Problemas com restrições e complexidades externas, limitações de projeto remoto, conflito e ambiguidade – essas e outras incertezas quase certamente serão encontradas.

Joyce Wilson-Sanford, Coach Executiva, Consultora e Redatora da JWS Consulting and Read Joyce, diz que a capacidade de abordar a mudança em uma organização, para ver quando um projeto está com problemas ou pode causar problemas, e para não ser perturbado pelo atraso ou crise ou cortes no orçamento são fundamentais. Gerentes de projeto com altas habilidades técnicas e de pessoal são uma combinação difícil de encontrar, diz ela. E quando você combina tudo isso com a habilidade de trabalhar no escuro, você se torna um gerente de projeto muito eficaz.

Fonte: https://cio.com.br/gestao/as-10-caracteristicas-de-gerentes-de-projeto-altamente-eficazes/

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Tecnologia estará no centro da retomada dos negócios e da economia

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As tecnologias que trazem inteligência, agilidade e foco ao dia a dia dos negócios estão aí, e ganhando cada vez mais força. Depois de um ano tão desafiador quanto 2020, é hora de planejar a retomada. Nesta reinvenção e redesenho das jornadas para o momento pós crise, as empresas que ficarem para trás em sua transformação digital perderão espaço,clientes e até mesmo podem pôr em risco a própria sobrevivência.

Aplicações de inteligência artificial e aprendizado de máquinas, data analytics, automação, robótica, internet das coisas fazem parte de um cardápio variado que os gestores têm à mão para entender tendências, planejar estratégias, direcionar produtos e melhorar as estratégias junto de clientes e fornecedores.

Todas essas possibilidades serão ainda mais ampliadas com a chegada das redes de quinta geração. O 5G, que será suportado por uma extensa infraestrutura de conexão de fibra ótica, antenas, rádios e centrais de rede, vai favorecer a coleta, circulação, análise, armazenamento de dados e o desenvolvimento de muitos tipos de aplicações e usos.

“Para ancorar tudo isso, o modelo de conectividade terá que ser confiável e robusto. Assim, torna-se fundamental que as empresas olhem com atenção e invistam em sistemas de transmissão e armazenamento de dados rápidos estáveis e confiáveis, enlaçando seus ecossistemas de negócios e parceiros e se preparando para esse novo digital”, diz Marcello Miguel, diretor executivo de Marketing e Negócios da Embratel.

O 5G se tornará um poderoso aliado nesta fase de retomada, na qual os negócios terão que aliar um planejamento muito cuidadoso, observando o mercado, as movimentações de sua vertical de atuação, os movimentos dos concorrentes e principalmente as demandas e vontades dos clientes. Técnicas avançadas de análise de dados (data analytics), com inteligência artificial e alimentadas por dados aprendidos pelos sistemas de alto poder computacional se tornam assim ferramentas fundamentais de trabalho.

Os dados e informações representam o “ouro” dessa nova era digital.
Muito em breve, essas informações serão coletados em quantidades muito maiores e circularão em velocidades igualmente mais elevadas, por meio de dispositivos de internet das coisas, que permitirão a conexão não só de pessoas, mas de diversos tipos de objetos às redes de alta velocidade – sejam máquinas industriais e agrícolas, equipamentos urbanos, como sensores espalhados aos milhões pelas cidades, devices médicos e educacionais, como óculos de realidade virtual e mesmo dispositivos presentes em nossas casas e ambientes de trabalho, remoto ou não, apenas para citar alguns exemplos.

Falando ainda nessa hiperconectividade, mais do que apenas suportar os negócios externos em si, um ponto importante é sua aplicação no redesenho das próprias jornadas de trabalho e as relações entre companhias e colaboradores. Em um primeiro momento, as empresas, pegas de surpresa com a crise, foram praticamente obrigadas a adotar o trabalho à distância. Agora, tudo aponta que um modelo híbrido vai se consolidar, com o uso intenso de ferramentas de conexão para as reuniões de equipes, gestão de projetos, entrega de resultados, o que vai dar maior liberdade, inclusive criativa, a gestores e colaboradores além de incentivar a inovação com a integração de parceiros. Já pensou se preparar para isso e se incluir nessa nova realidade sem uma conexão confiável?

“A Embratel oferece um portfólio de soluções de conectividade e colaboração, com destaque para o Office@home, um produto que mantém sua empresa funcionando com serviços de conectividade fixa e móvel, aluguel de equipamentos, ferramentas de comunicação e colaboração, automação de escritórios e sistemas corporativos de maneira segura e integrada”, explica Miguel.

Internet, redes de dados e comunicação via satélite completam o pacote de serviços. Com a necessidade da agilidade para escalar soluções de negócios, neste cenário com colaboradores conectados em múltiplos locais e situações, surge também uma demanda por ambientes virtuais para testes e desenvolvimento de produtos e serviços e dados a serem armazenados e acessados facilmente, a qualquer momento.

É aqui que as soluções de nuvem híbrida, planejadas e flexíveis de acordo com a demanda de cada tipo de negócio, passam a ser mandatórias para a nova realidade digital das empresas – e onde, igualmente, uma conectividade ampla, rápida e acessível de qualquer ponto é fundamental.

”Para as soluções de hosting, a Embratel também se destaca, oferecendo ao mercado sua infraestrutura de datacenters, com serviços gerenciados com segurança para os dados e alta tecnologia, personalizáveis por meio de uma equipe própria de consultores para entender as necessidades de cada organização”, aponta o executivo.

Garantir a guarda total dos dados em sua posse – como informações pessoais e financeiras de clientes, por exemplo, preservando-as de ataques e vazamentos – já foi incorporado ao mindset dos negócios como prioridade, e agora passou a ser mandatório, com a entrada em vigor, em agosto último, da Lei Geral de Proteção de Dados.

A LGPD empodera os donos das informações e impõe sanções pesadas a quem não se preocupar com a segurança e fizer mau uso das informações de terceiros, mas muitas empresas brasileiras ainda se encontram em fase de adaptação.
“Entender estes desafios, mapear e adaptar o dia a dia do negócio a eles são pontos nos quais a Embratel pode ajudar”, afirma Miguel. “Criamos uma solução que entrega um plano amplo e focado no atendimento de todos os aspectos técnicos para o cumprimento da nova lei, levantando os riscos e estabelecendo um plano de ação personalizado a cada empresa”.

Fonte: https://economia.estadao.com.br/noticias/mercados,tecnologia-estara-no-centro-da-retomada-dos-negocios-e-da-economia,70003535304

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Product Hacking: O que é, porque você deveria ter e como implementar?

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Product Hacking é um time de pessoas versadas em negócios, projetos e tecnologia. Uma espécie de híbrido, um “exército de uma pessoa só”. Essas pessoas ficam imersas nas unidades de negócios, onde irão aprender sobre os principais desafios de cada área. A partir disso, serão capazes de levantar oportunidades, calcular o impacto, conceber o projeto e executar a implantação. Os projetos podem envolver programação, implantação de um sistema terceiro, melhoria de processo, entre outras possibilidades. Nossa hipótese é que o fato da mesma pessoa entender do problema, da concepção e execução da solução resulta na realização de projetos muito mais coerentes e eficazes.

Por conta dessas características, Product Hacking se destaca especialmente para a construção de MVPs e validação de hipóteses. Ainda, é uma área que trabalha forte em resolução de problemas de maneira geral, sobretudo em crises, onde o tempo de entrega é determinante.

Porque você deveria ter:

– ROI: Além do aspecto financeiro, os projetos trazem outros benefícios qualitativos, como validação de premissas, melhora na experiência do cliente interno ou externo e mitigação de riscos.

– Desenvolvimento acelerado de pessoas: as pessoas conseguem entender mais que uma pequena fatia do trabalho a ser feito dentro de uma empresa. Talvez um movimento contrário ao que se instaurou na revolução industrial. Portanto, a partir do momento que não hiper-segmentamos o trabalho, uma pessoa consegue pensar de maneira ampla aproximando o problema por todos os lados (processo, negócios, tecnologia). 

– Comunicação e alinhamento entre áreas: Por ser uma área que consegue transitar em diferentes ambientes e diferentes unidades de negócio, acabamos fazendo o papel de perceber esforços contrários e engajar todos os stakeholders em prol de uma mesma solução.

 

Como implementar

É claro que esse modelo tem desafios. Não é exatamente simples se manter conectado a tudo que permeia a empresa. Hoje o time de Product Hacking enfrenta uma carga forte de trabalho para acompanhar os negócios e reagir rápido a mudanças. Em contrapartida, conhecer dos negócios permite cortar caminho e ser muito mais assertivos na proposição das soluções. Também não é simples encontrar as pessoas certas e desenvolvê-las. No entanto, a conclusão que tiramos dos dados e feedbacks é que vale o esforço.

 

O modelo de trabalho

Hoje a estrutura na Creditas possui um gerente, dois Team Leaders e doze analistas. Os líderes são responsáveis pelas atividades de gestão formal, gestão do backlog de projetos e garantir a execução e encerramento dos projetos. Algumas vezes, os team leaders participam das fases de encontrar o problema e conceber a solução devido à maior exposição a estratégia e contexto da empresa.

Os analistas são os responsáveis pelos projetos e geralmente cada um tem de 1 a 2 projetos ocorrendo simultaneamente. As etapas de um projeto são: Investigar a fundo o problema raiz/alavanca de sucesso; levantar qual será o impacto do projeto; realizar a concepção da solução; implementar a solução. Em Product Hacking tipicamente fazemos isso geralmente entre 1 a 4 semanas, dependendo da complexidade.

 

O ambiente

Durante essa jornada, aprendemos algumas coisas que funcionam. Vale destacar:

Apoio e alinhamento do time de tecnologia: nós trabalhamos junto com tecnologia, de maneira complementar. É muito caro mobilizar um time de tecnologia para desenvolver um produto ou grande feature para validar uma hipótese.

Criatividade: Ser criativo sobre o que é a solução do problema. Às vezes, uma conversa resolve e deveria ser a primeira opção. Programar deveria ser a última.

Autonomia e versatilidade: precisamos garantir que nossos recursos estão alocados da melhor maneira possível.

Ambiente científico: Definir o escopo do projeto, documentar, levantar as hipóteses de melhoria do projeto e medir o impacto posteriormente.

Troca de conhecimento: Desenvolver um forte ambiente de troca de conhecimento. Apesar de cada projeto ter um dono, é extremamente necessário desenvolver o espírito de time.

Documentar: Manter uma boa documentação do que fazemos gera uma enorme diferença. Muitas vezes partes de uma solução são aproveitadas em outra solução.

 

As pessoas

Não é simples encontrar as pessoas certas e desenvolver as habilidades necessárias. Frequentemente quem tem possui mais habilidade em gerenciamento de projetos e produto não tem domínio da parte de tecnologia, como programação e parametrização de plataformas, e vice-versa. Por isso, nossos contratações são totalmente baseadas em perfil: raciocínio lógico e baseado em dados, vontade de aprender, versatilidade, pensamento crítico e visão holística.

Os profissionais híbridos são incrivelmente valiosos e acabam sendo muito eficazes na geração de valor. Acredito que precisamos revisitar como encaramos os problemas e como hiper-dividimos as áreas e tarefas nas empresas.

Fonte: https://tiinside.com.br/30/11/2020/product-hacking-o-que-e-porque-voce-deveria-ter-e-como-implementar/

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O Manifesto Ágil atingiu a maioridade: como ele amadureceu?

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Há certas fases na vida que paramos para refletir sobre nossas experiências e renovar nossas crenças e atitudes; a saída da adolescência para a idade adulta é um desses momentos. No ambiente corporativo, as metodologias ágeis ampliam cada vez mais seu raio de influência nos negócios, com a promessa de aumentar a celeridade, versatilidade e assertividade na implementação de estratégias, no desenvolvimento de produtos e serviços, na criação de inovações e em uma miríade de iniciativas nas quais se aplique os três quesitos apontados acima, sendo que poucos imaginam que essa forma de fazer a operação acontecer nasceu na indústria de software.

Há certas fases na vida que paramos para refletir sobre nossas experiências e renovar nossas crenças e atitudes; a saída da adolescência para a idade adulta é um desses momentos. No ambiente corporativo, as metodologias ágeis ampliam cada vez mais seu raio de influência nos negócios, com a promessa de aumentar a celeridade, versatilidade e assertividade na implementação de estratégias, no desenvolvimento de produtos e serviços, na criação de inovações e em uma miríade de iniciativas nas quais se aplique os três quesitos apontados acima, sendo que poucos imaginam que essa forma de fazer a operação acontecer nasceu na indústria de software.

Nos idos de 2001, dezessete profissionais, praticantes de métodos ágeis (como, por exemplo, Scrum, XP e FDD), que eram os principais nomes do setor de desenvolvimento de software, se reuniram em uma estação de esqui nas montanhas rochosas de Utah (Estados Unidos) para criar o conhecido “Manifesto Ágil”. Embora esses profissionais utilizassem métodos diferentes, eles criaram um conjunto de princípios que estabelece práticas comuns de gestão de projetos, que causou uma quebra de paradigma, porque contradizia o senso comum e as práticas da época, além de lançar a pedra fundamental de todas as técnicas que vieram depois e são praticadas até hoje.

O que diz o manifesto:

– Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas.

– Software em funcionamento mais que documentação abrangente.

– Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos.

– Responder a mudanças mais que seguir um plano.

Ou seja, mesmo havendo valor nos itens à direita, valorizamos mais os itens à esquerda.

Em uma leitura rápida, pode parecer até mesmo um ato de insubordinação, um motim contra práticas consagradas daquele momento, mas não se trata disso, e sim de romper mecanismos antigos e movimentar zonas de conforto para estabelecer uma nova escala de valores.

O manifesto projeta valores que vão além da celeridade dos processos, assertividade de prazos e adaptação às mudanças. Ele aumenta a chance de sucesso de uma iniciativa dissipando barreiras imaginárias ao priorizar a simplicidade e satisfação do cliente e “empoderar” o time do projeto. Isto significa reconhecer que o técnico e o humano caminham lado a lado, ferramentas, procedimentos e processos são importantes nesta jornada, mas quem faz acontecer são as pessoas.

 

As mudanças e a figura humana

Heráclito (filósofo grego) dizia que nenhum homem mergulha o pé no mesmo rio duas vezes. A correnteza faz o rio mudar e o homem também muda com o passar do tempo.

Ora, se isso já era reconhecido na antiga Grécia, como no mundo dinâmico atual o escopo de um projeto não pode mudar, mesmo que este dure anos? E o time pode, ou melhor, deve evoluir ao longo do projeto, melhorando sua performance de trabalho. Isto posto, é possível considerar rever as estimativas de prazo feitas inicialmente. Essas verdades, ainda hoje, são motivo de controvérsia.

Profissionais mais apegados às técnicas tradicionais de gestão, conhecidas como waterfall ou faseadas, acreditam na linearidade do processo; cada fase gera um produto finalizado e único que é o insumo da fase posterior. Diante desta dependência, são temidas alterações que afetem o produto concluído na fase anterior, pois geram retrabalho. Logo, aumentam o custo e tomarão mais tempo para execução. Esse método não aceita incertezas e, portanto, não está adaptado a efemeridade das “certezas” atuais. É desafiador para muitas pessoas reconhecer que, ao invés disso, os métodos ágeis tiram vantagem das mudanças.

Com certeza, o cliente sairá ganhando

Há uma sutileza no manifesto que inconscientemente, ou por conveniência, pode passar despercebida. A última frase do manifesto diz “Ou seja, mesmo havendo valor nos itens à direita, valorizamos mais os itens à esquerda”. Este é um sinal de moderação, de busca de equilíbrio, de consciência daqueles que escreveram o manifesto. Se os métodos tradicionais insinuavam a tirania hierárquica, a sabedoria de poucos e o apego às regras, o pensamento ágil incita o exercício diário de renovar a mentalidade e se abrir para ouvir todos os envolvidos na iniciativa, o time responsável e o cliente, despido de crenças e preconceitos, tratando o contrato como um compromisso e não como uma camisa de força.

Como Steve Covey elenca em seu best seller “Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes” – “um dos hábitos é a mentalidade ganha-ganha, esforçar-se em busca de soluções ou de acordos que sejam reciprocamente benéficos em seus relacionamentos.”

Em todo projeto há assimetria de interesses: o cliente quer reduzir custos, o fornecedor quer maximizar as margens; nos projetos internos, que não há contratação de terceiros, o gerente do projeto quer tempo suficiente para trabalhar, o cliente interno deseja que o projeto atenda suas expectativas no menor prazo possível. Para acomodar esses interesses conflitantes é necessário flexibilidade, que está baseada na confiança e confiança é a aceitação da verdade de uma declaração sem evidência ou investigação.

Isso não tem relação com o contrato, e sim com a transparência das partes envolvidas na execução do projeto, como bem recomenda um dos doze princípios ágeis, “O método mais eficiente e eficaz de transmitir informações para e entre uma equipe de desenvolvimento é por meio de conversa face a face”.

Houve uma interpretação radical do discurso do manifesto ágil quando este ainda era um imberbe. E, agora, com a maturidade, é possível perceber que essa visão fundamentalista deu lugar a uma leitura racional e equilibrada dos itens à direita e à esquerda das afirmações.

O foco está no resultado, o impacto gerado. Projeto bem sucedido não é aquele que cumpre todas as fases, “ticando” todas atividades do cronograma no prazo. Se não gerou impacto, foi ineficaz.

O Manifesto Ágil foi escrito com a força, coerência, beleza e firmeza daqueles que realmente nos inspiram a seguir um rumo confiável para nós, não apenas para eles, digno da estatura de seus signatários. Já passou pela fase mais turbulenta, na qual interpretações confusas quase o comprometeram, mas o sucesso das iniciativas apoiadas nele são inegáveis e a compreensão cada vez maior de suas diretrizes mostra que a questão verdadeiramente importante é fugir das respostas rápidas, ter resiliência e coragem para assumir riscos e deixar fluir.

Alexandre Sousa, gerente de Portfólio da eCOMEX-NSI.

Fonte: https://tiinside.com.br/23/11/2020/o-manifesto-agil-atingiu-a-maioridade-como-ele-amadureceu/

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Como se tornar um Gestor de Projetos

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Veja o que é necessário para atuar em uma das carreiras mais quentes da atualidade

O impacto tecnológico em diversos setores da economia nos últimos anos proporcionou o crescimento de empresas de médio e grande porte. Um verdadeiro desafio para que os empresários comandassem seus processos em novos cenários a nível global. Dentro dessa nova demanda de profissionais encontra-se o Gestor de Projetos.

 

Perfil do Gestor de Projetos

Responsável por acompanhar e coordenar de perto todas as etapas de um projeto empresarial, o Gestor tem como desafio identificar e corrigir durante o seu planejamento, possíveis erros e imprevistos que podem prejudicar sua implementação. Comandar equipes dentro do ambiente corporativo exige desse profissional uma comunicação ágil e objetiva, sem erros para evitar desperdício de tempo e retrabalho. Sua área de atuação pode ser em grandes organizações, associações filantrópicas e até iniciativas governamentais.

Para que seja desenvolvido um projeto de sucesso é importante que a trajetória construída pelo Gestor em nível de profissionalização, e principalmente, de certificação, seja coerente com a dedicação e a entrega dos resultados esperados. Na empresa ele será responsável por desenvolver projetos complexos que exigirá uma visão ampla de cada etapa, e consequentemente suas decisões terão impacto significativo na rotina da equipe.

Pessoas das mais diferentes áreas – tecnologia, comunicação, administração, recursos humanos, etc – podem se identificar com a função. Muitos veem essa oportunidade como uma possibilidade de transição de carreira dentro do atual ambiente de trabalho, além da recolocação e do aumento de salário. A média salarial no Brasil é de R$ 9 mil mensal. Para se tornar um bom Gestor, o profissional poderá desenvolver ou ressaltar novas habilidades como saber lidar com diversas personalidades sem reclamar, motivar as pessoas com palavras e exemplos positivos, ser flexível, saber delegar, seguir o planejamento e solucionar problemas.

 

PMI E PMBOK

Quem inicia a jornada na área de gestão de projetos precisa passar pela organização sem fins lucrativos: PMI – Project Management Institute. Reconhecida internacionalmente, com mais de 700 mil integrantes e diversos profissionais certificados em diferentes países. Há mais de 50 anos essa entidade dissemina conhecimento teórico e prático no gerenciamento de projetos por meio de debates, encontros, publicações e reuniões.

A PMI é referência global no que se refere às melhores práticas no gerenciamento, portanto as instituições a tem como exigência antes de definir seus projetos. E consequentemente na contratação do Gestor. Ao todo são oito certificações, para cada uma o profissional precisa comprovar determinada quantidade de horas em cursos complementares dentro da área. A certificação é o diferencial para garantir credibilidade e a participação em importantes projetos.

O grande legado da PMI foi o desenvolvimento do Corpo de Conhecimento em Gestão de Projetos – PMBOK (Project Management Body of Knowledge), um guia atualizado com ações realizadas mundialmente com foco na administração de projetos, que facilita a compreensão das etapas, tornando o time envolvido mais ágil e produtivo.

Quer começar agora sua transição de carreira ou saber mais sobre os desafios de comandar um projeto de sucesso? Uma ótima opção é o curso de Gestão de Projetos, válido para complementar as certificações do PMI. Uma imersão na sua preparação para o mercado, com abordagem dos principais conceitos da área, apresentação de metodologias, técnicas e ferramentas.

Fonte: https://administradores.com.br/noticias/como-se-tornar-um-gestor-de-projetos

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Vai ter Festa ( com segurança )

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Parece-me que nós estamos nos preparando para as comemorações de Natal e réveillon como uma espécie de desforra contra a pandemia.             

É como se pudesse ouvir as pessoas vociferando contra o vírus: “Você me roubou os abraços de Dia das Mães, de Dia dos Pais, de Dia das Crianças, chega. Não vai me roubar mais nada”.  No fim do ano vai ter festa.

Eu sei, eu sei. O vírus não está derrotado. Nós acompanhamos as notícias como quem assiste àqueles filmes bem clichês: respiramos aliviados quando o vilão morre, mas no fundo sabemos que basta os protagonistas virarem as costas para o bandido abrir os olhos e partir para uma nova tentativa de assassiná-los.

É impossível abrir mão do entusiasmo com a queda no número de casos e de mortos no Brasil da mesma forma que não conseguimos nos livrar do frio na barriga ao observamos a segunda onda na Europa. Trata-se de um risco real que nos aguarda mais à frente. Mas nosso cérebro continuamente nos transmite a percepção decrescente de risco imediato, olhando à nossa volta.

A dinâmica das pandemias em ondas ao que parece é em boa parte determinada por essa flutuação, que nos leva a descuidar da prevenção quando o medo diminui.

Então, se já não parece ser viável – nem mesmo saudável, acrescento – tentar impedir as famílias de se reunir para as festas, temos pouco mais de um mês para insistir nas medidas que devemos tomar para fazer esse momento o mais seguro possível.

O cerne da questão é evitar as três principais variáveis associadas à transmissão da covid-19. Ambientes fechados, com muitas pessoas, com contato próximo e prolongado. É um vírus que se pega pelo ar,afinal. É preciso insistir na figura da sala esfumaçada.

Quando estivermos reunidos com nossos queridos, devemos imaginar como estaria aquele ambiente se todos estivessem fumando. Há espaços para a fumaça se dissipar? Há correntes de ar levando-a embora? O número de pessoas baforando supera a capacidade do local de limpar o ar? Aproveitar nosso verão para deixar tudo aberto ajuda bastante. Será um ano com mais ventilador e menos ar-condicionado.

Tudo isso sem descuidar da transmissão por gotículas, claro. Pense nela como pequenos cuspes que emitimos ao falar. As máscaras reduzem seu alcance, mas devemos nos sentar um pouco mais longe durante a ceia, mesmo que precisemos fazê-la em turnos nos revezando à mesa.

E sim, é possível dar abraços. Abraços mais curtos, talvez. Ambos com máscara, mantendo as faces voltadas para lados opostos sem encostar o rosto nas roupas do outro, sem falar nesse momento.Eventualmente prendendo a respiração nesses breves segundos. É possível até mesmo que os netos abracem os avós – pela cintura, também sem contato de nariz e boca com as vestes. E quem não se aguentar pode até arriscar um beijinho – de máscara, nas costas ou na cabeça.

E – óbvio – quem estiver com febre, tosse, mal-estar ou qualquer sintoma gripal não deve participar desta vez.

Olhando essas recomendações pode parecer complicado levar as pessoas a colocar tudo em prática. Mas é muito, muito mais fácil – e emocionalmente mais saudável – do que convencê-las a pular mais uma comemoração neste 2020 tão duro.

  Fonte: https://saude.estadao.com.br/colunas/daniel-martins-de-barros