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Corona vírus: Entenda como vai ficar as relações de trabalho

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Entenda sobre a quarentena e isolamento, sobre o teletrabalho, sobre o ambiente saudável e sobre as prevenções que devem ser tomadas

Sobre a quarentena e o isolamento

Em fevereiro foi sancionada uma lei sobre as medidas para o enfrentamento de emergência da saúde pública, sendo um caso de importância internacional.

O isolamento e a quarentena são restrições impostas para a prevenção da propagação da pandemia, sendo assim significa a restrição de atividades ou separação de pessoas, bagagens, contêineres, animais, meios de transporte ou mercadorias suspeitas de contaminação das pessoas que não estejam doentes. Essas medidas são apenas algumas na quais poderão ser aplicadas pelo Poder Público.

Neste caso a ausência decorrente pela doença será considerada falta justificada. Sobre as medidas de isolamento e quarentena, essa decisão somente poderá ser tomada pelos gestores locais de saúde e por meio de uma autorização feita pelo Ministério da Saúde.

Os trabalhadores filiados ao Regime Geral de Previdência Social que estiverem incapacitados para o trabalho ou para sua atividade habitual por mais de 15 dias vão poder solicitar o auxílio-doença.

Sendo que durante os primeiros 15 dias é de responsabilidade da empresa fazer o pagamento do salário integral do funcionário e após o 16º dia o pagamento deverá ser feito pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os demais filiados ao Instituto Nacional de Seguro Social, como os profissionais autônomos e outros contribuintes também poderão acionar o órgão para ter direito ao auxílio-doença.

Conheça o Teletrabalho

Essa medida foi sugerida para evitar a aglomeração de pessoas, este tipo de trabalho é definido como prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, sendo utilizados os meios informações e a comunicação via internet ou celular.

A prestação de serviço nessa modalidade deve ser expressamente individual e pode ser estabelecida com o consentimento entre o trabalhador e seu empregador.

Em um caso emergencial, assim como neste momento com o aceleramento e avanço do corona vírus, pedem-se novas adaptações e a adoção do trabalho remoto é temporária tornando-se necessárias e indispensáveis em alguns casos.

No momento a visão e o intuito é conter a disseminação do vírus, todas as exigências administrativas foram suspensas por 15 dias em relação as pessoas que tenham regressado de viagem onde o surto da doença tenha sido reconhecido. Situação também aplicada a pessoas que apresentem os sintomas como a febre e problemas respiratórios.

Sobre o ambiente de trabalho

A empresa deverá cumprir todas as formas de segurança estabelecidas pelas normas de Segurança e Medicina do Trabalho. Além disso as empresas devem instruir seus colaboradores por meio de ordens de serviço sobre as precauções a serem tomadas para evitar acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais.

Da mesma forma que a empresa deve cumprir com as normas de segurança é dever do colaborador observar e conhecer as normas para que também possa colaborar com a empresa em sua aplicação.

Além da ampliação do teletrabalho o TST vem adotando algumas medidas preventivas para o público interno e externo e todas essas medidas estão sendo divulgadas através de cartazes e banners instalados nos locais de maior trânsito de pessoas. Até mesmo o fornecimento do álcool em gel foi aumentado e os equipamentos estão sendo devidamente higienizados. As atividades nos berçários foram suspensas, assim como a capacidade de atendimento em restaurantes foi reduzida para que pudessem manter a distância de pelo menos dois metros entre as mesas e evitar a aproximação das pessoas.

Foram suspensos também temporariamente os eventos, as viagens e reuniões presenciais que não sejam imprescindíveis, a entrada de público externo na Biblioteca Délio Maranhão e no restaurante, a visitação pública e o atendimento presencial do público externo serão prestados por meio eletrônico ou telefônico, assim como o acesso das salas de sessão e dos advogados ficaram restritas apenas as partes e aos advogados do processo em pauta.

 

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Como seus pais influenciam seu comportamento no trabalho

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A natureza do relacionamento dos seus pais pode ter influenciado a maneira como você se relaciona com as outras pessoas

Uma série de fatores afeta a maneira como você age no trabalho: a personalidade dos colegas, o tipo de chefe que você tem e a cultura da empresa de uma maneira mais ampla.

No entanto, se você se pegar repetindo os mesmos padrões contraproducentes — como dificuldade em aceitar críticas, receio de pedir ajuda a outras pessoas ou medo de errar —, pode ser que a origem dos seus problemas não seja tão óbvia.

A natureza do relacionamento dos seus pais, e especialmente se eles resolviam os problemas de maneira amigável e construtiva ou partiam para o conflito, pode ter influenciado a maneira como você se relaciona com as outras pessoas. No jargão psicológico, se seus pais estavam sempre discutindo, eles podem ter influenciado seu “estilo de apego”. E isso pode interferir na sua capacidade de estabelecer relacionamentos saudáveis ​​no trabalho.

A teoria do apego, proposta pela primeira vez pelo psicólogo britânico John Bowlby em meados do século passado, sugere que nossos primeiros relacionamentos — especialmente com nossos pais — influenciam como nos relacionamos com outros indivíduos ao longo da vida, ou melhor, o nosso padrão ou “estilo de apego”.

Em linhas gerais, as pessoas podem apresentar um padrão de “apego seguro”, o que significa que são confiantes do seu valor e confiam nos outros; um “apego ansioso (ambivalente)”, em que têm baixa autoestima e temem ser rejeitadas e negligenciadas, buscando segurança constantemente; ou um “apego evitativo”, que significa que também têm baixa autoestima e pouca confiança nos outros, mas enfrentam a situação evitando acima de tudo se aproximar muito das pessoas.

Há muitos fatores que contribuem para o tipo de padrão de apego que desenvolvemos, incluindo a receptividade dos nossos pais, assim como nossa própria personalidade, que é reflexo de uma mistura de fatores ambientais e genéticos. Mas o relacionamento de nossos pais também é relevante.

Para as crianças, os pais oferecem um modelo de como as divergências devem ser resolvidas nos relacionamentos — ou até mesmo se podem ser resolvidas. E pesquisas sugerem que isso tem consequências para o padrão de apego posterior das crianças.

Esses estudos geralmente esbarram em um conflito genético — ou seja, qualquer associação entre o comportamento das crianças e o comportamento dos pais pode ser explicada, pelo menos em parte, pelo fato de terem genes compartilhados.

Apesar desta limitação, um estudo envolvendo 157 casais mostrou que os indivíduos cujos pais se divorciaram na infância eram mais propensos a ter um padrão de apego inseguro na vida adulta. E uma pesquisa de psicólogos da Purdue University, no estado americano de Indiana, pediu para 150 estudantes de graduação recordarem o nível de conflito no relacionamento dos pais e, na sequência, avaliou o perfil de apego de cada um. Os alunos que se lembravam de mais conflitos tendiam a apresentar padrões de apego mais ansiosos e evitativos.

Esses estudos geralmente esbarram em um conflito genético — ou seja, qualquer associação entre o comportamento das crianças e o comportamento dos pais pode ser explicada, pelo menos em parte, pelo fato de terem genes compartilhados.

Apesar desta limitação, um estudo envolvendo 157 casais mostrou que os indivíduos cujos pais se divorciaram na infância eram mais propensos a ter um padrão de apego inseguro na vida adulta. E uma pesquisa de psicólogos da Purdue University, no estado americano de Indiana, pediu para 150 estudantes de graduação recordarem o nível de conflito no relacionamento dos pais e, na sequência, avaliou o perfil de apego de cada um. Os alunos que se lembravam de mais conflitos tendiam a apresentar padrões de apego mais ansiosos e evitativos.

Por muitos anos, a teoria do apego foi usada principalmente para analisar como o estilo de apego dos indivíduos, formado na infância, influencia o comportamento nos relacionamentos românticos na vida adulta — e não surpreende que os dois padrões de apego inseguros estejam associados a relacionamentos de pior qualidade.

Cada vez mais, no entanto, os psicólogos do trabalho estão recorrendo à teoria do apego para ajudar a explicar o comportamento dos funcionários no ambiente de trabalho — o número de artigos que adotam essa abordagem aumentou consideravelmente nos últimos anos.

Estilo pessoal

Há várias maneiras pelas quais seu estilo de apego pode afetar seu comportamento no trabalho. Por exemplo, se você apresenta um padrão de apego ansioso, pode ter mais medo de ser rejeitado por apresentar um desempenho fraco (pelo lado positivo, você também pode estar mais alerta a ameaças, o que talvez faça de você um bom informante).

Se você tem um estilo de apego evitativo, é mais provável que desconfie de seus gestores e colegas. Esses processos psicológicos profundamente arraigados também afetam os chefes — por exemplo, aqueles com um padrão de apego seguro são mais inclinados a delegar.

Tais descobertas são confirmadas por histórias pessoais. Sabrina Ellis, de 32 anos, enfermeira de saúde mental e psicóloga organizacional, relembra a violência verbal e física entre os pais e, mais tarde, entre a mãe e o padrasto.

“Quando cresci… não havia adultos na minha casa em quem eu pudesse confiar, sentia que precisava me proteger mesmo no começo da vida adulta”, diz ela.

Sabrina acredita que isso causou problemas no início da sua carreira, especialmente na hora de recuperar a confiança em colegas do sexo masculino que a decepcionaram.

A consultora de administração Kiran Kaur, de 34 anos, acredita que o relacionamento de seus pais a afetou tanto positiva quanto negativamente. Eles evitavam conflitos entre si e formavam uma frente única (algo que Kaur adotou no trabalho em equipe), mas, ao mesmo tempo, eles afastavam perspectivas alternativas.

“Isso impactou minha abordagem no trabalho com equipes, porque eu também não convidava a discussões abertas”, diz ela.

Mas nosso estilo de apego não é predestinado. Pesquisas recentes mostram que o padrão de apego evolui até certo ponto ao longo da vida em resposta às circunstâncias atuais. Se você tiver a sorte de ter um parceiro confiável e amoroso, isso provavelmente vai aumentar sua confiança nos outros — favorecendo a manifestação de um estilo de apego seguro.

Este é um processo chamado de “paradoxo da dependência”, ou seja, quando depender de alguém aumenta nossa autonomia.

Além disso, ter mais consciência de qual é sua tendência nos relacionamentos, com base em suas experiências de infância, pode permitir que você tome medidas para atenuá-las ou tire proveito das mesmas.

Kaur conta que a atitude de evitar conflitos e a mente fechada, que ela acredita ter herdado dos pais, é algo que ela vem trabalhando há 10 anos, desde que um colega chamou a atenção dela pela primeira vez para esse fato.

“Chamo agora para discussão e tento ser o mais aberta possível”, diz ela.

Ellis também conseguiu se adaptar de forma positiva.

“Ao longo da minha carreira, evitei conflitos e aprendi conscientemente novas maneiras de resolver problemas e lidar profissionalmente com preocupações, mantendo o foco na solução”, diz ela.

“Tem sido muito produtivo e (me ajudou a ser) bem-sucedida como gestora de equipes e como colega de outros profissionais.”

A maneira como você se relaciona com outras pessoas no trabalho pode ter raízes profundas, mas se a psicologia nos ensinou algo, é que o aprendizado é possível ao longo da vida. Isso se aplica ao seu estilo de apego e personalidade, tanto quanto a aprender um novo esporte ou idioma.

Falando como um psicólogo, estar mais ciente desses processos interpessoais e de suas raízes significa que não há razão para que você não consiga se adaptar e se tornar um gestor ou colega de trabalho mais eficiente.

 

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Campanha incentiva presença feminina no setor de tecnologia

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CEO da empresa está promovendo campanhas de incentivo para contratação de talentos femininos para as vagas.

A L5 Networks, empresa pioneira de desenvolvimento de soluções em nuvem, está lançando um programa de incentivo para contratação de mulheres. A iniciativa partiu do CEO Paulo Chabbouh, que reconhece a importância de times mais heterogêneos para que os perfis das equipes sejam mais dinâmicos e diversificados, além do que, as oportunidades sempre foram destinadas a profissionais, independente de gênero, mas, ainda assim, o número de mulheres que se candidatam para as vagas é muito menor.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE, só 20% dos profissionais que atuam no mercado de TI são mulheres. Na L5 Networks, Chabbouh também percebe essa diferença. Elas são apenas 7% dos colaboradores da empresa. “Nunca pensei que precisasse deixar explícito que a vaga era destinada para talentos femininos. Jamais tivemos diferença nas contratações, mas diante da ausência delas, decidimos incentiva-las a ingressar na companhia”, comenta.

O levantamento do IBGE aponta ainda que a falta da presença no setor de tecnologia não é por falta de instrução, elas têm, inclusive, mais cursos e graduações do que os homens, no Brasil, porém, a média salarial do mercado ainda mostra ganhos 34% menores para mulheres. “Sempre que abrimos uma vaga de desenvolvedor, por exemplo, estamos buscando um talento, seja ele masculino ou feminino. O salário será exatamente o mesmo para a função exercida”, destaca Chabbouh

O projeto iniciado pela empresa visa dar mais espaço para elas, que já possuem presença marcante em universidades, mas ainda são minoria nas companhias, além de estimular o mercado criando oportunidades nas áreas de desenvolvimento, atendimento, programação, entre outras. “Dentro da L5 Networks tratamos as pessoas com igualdade e respeito e a empresa sempre olhou para os colaboradores com muita humanidade e ofereceu plano de crescimento e carreira. Tanto para eles quanto para elas. Mas, justamente pelo mercado ter cometido alguns erros queremos mostrar que aqui é um lugar para que se sintam seguras em exercer a carreira que escolheram. Aqui, terão apoio e equipes que as respeitam, além disso, sabemos que precisamos delas para enxergar as situações por outros ângulos. Equipes com homens e mulheres trabalhando juntos são muito melhores”, finaliza.

Fonte: Assessoria

 

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Ciência da Computação será requisito básico para profissões do futuro

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Crianças e adolescentes aprendem ciência da computação para aplicar futuramente nas mais diversas profissões.

Muitos países de primeiro mundo estão mudando suas leis para que Ciência da Computação seja inserida na grade curricular, como matéria obrigatória, das escolas. No Brasil mais recentemente com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a cultura digital foi reconhecida como uma competência que deve ser dominada. 

Além de desenvolver diversas competências e habilidades (Soft Skills) ao aluno, como raciocínio lógico, criatividade, resolução de problemas, pensamento crítico e sistêmico, foco, concentração, inglês, entre outros, a disciplina é imprescindível para a formação dos profissionais do futuro. Isso porque pelo menos 90% das profissões no futuro dependerão de bons conhecimentos em ciência da computação. Muitos empregos, inclusive, deixarão de existir e serão substituídos por máquinas. Segundo a consultoria McKinsey, 50% dos atuais postos de trabalho no Brasil poderiam ser automatizados, ou 53,7 milhões de um total de 107,3 milhões.

Com mais de 5 mil alunos nas mais de 60 unidades, a SuperGeeks atende crianças entre 05 e 17 anos que fazem cursos para aprender Ciência da Computação a partir do desenvolvimento de games, conhecimento em robótica, realidade virtual e aumentada, inteligência artificial e também da criação de aplicativos e sistemas web, incluindo questões de redes de computadores e servidores.

Muitos de seus alunos já sabem o que pretendem fazer quando forem adultos. Crianças que pretendem ser engenheiros, biólogos ou programadores de jogos.  Meninas que querem usar todo aprendizado que estão adquirindo na SuperGeeks para aplicar na carreira policial, acreditando que a programação pode ajudar a criar aplicativos para combater o crime.

O principal objetivo da SuperGeeks é preparar crianças para demandas futuras e fazer com que façam parte de uma massa digital qualificada e preparada. A rede quer tornar o país um dos maiores criadores de tecnologia do mundo. “Ensinar programação e robótica desde cedo passa a ser fundamental para o desenvolvimento do país. A programação está em diferentes áreas do conhecimento, como na medicina, biologia, segurança e administração”, explica Marco Giroto, fundador da SuperGeeks.

Segundo dados publicados pela Foundation for Young Australians (FYA), 60% dos jovens estão buscando profissões que serão tomadas por robôs dentro de 10 a 15 anos. Ainda de acordo com o relatório, esses empregos terão robôs em mais de ⅔ das tarefas, o que pode deixar pelo menos 66% desses profissionais desempregados, caso eles não se renovem.

Estudo da PwC indica que em países mais desenvolvidos, como Japão, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, até um terço dos postos de trabalho podem ser ocupados por robôs até 2030. 

O percentual de vagas vulneráveis vai de 21% no Japão a 30% no Reino Unido, 35% na Alemanha e 38% nos Estados Unidos. O efeito sobre o nível de emprego total é muito incerto, já que os robôs também farão com que novas vagas sejam criadas no setor de tecnologia. 

Fonte: http://jornaldiadia.com.br/2019/2020/02/17/ciencia-da-computacao-sera-requisito-basico-para-profissoes-do-futuro/

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Coronavírus leva à maior experiência de trabalho remoto do mundo

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Quando empresas chinesas começarem a reiniciar as operações, é provável que a maior experiência de trabalho remoto do mundo tenha início

(Bloomberg) — Graças ao surto do coronavírus, trabalhar de casa não é mais um privilégio, é uma necessidade.

Enquanto fábricas, lojas, hotéis e restaurantes alertam sobre a queda do tráfego de pedestres que está criando cidades fantasmas, atrás de portas fechadas de apartamentos e casas em áreas residenciais, milhares de empresas tentam descobrir como permanecer operacionais em um mundo virtual.

“É uma boa oportunidade para testarmos o trabalho de casa em grande escala”, disse Alvin Foo, diretor-gerente da Reprise Digital, uma agência de publicidade de Xangai com 400 funcionários que faz parte do Interpublic Group.

“Obviamente, não é fácil para uma agência de publicidade criativa que faz muitos ‘brainstorms’ pessoalmente.” Isso vai significar muitas conversas por vídeo e telefonemas, disse.

Grupos de pessoas que trabalham de casa estão prestes a se tornar exércitos. No momento, a maioria das pessoas na China ainda está de férias devido ao Ano Novo Lunar. Mas, quando empresas chinesas começarem a reiniciar as operações, é provável que a maior experiência de trabalho remoto do mundo tenha início.

Isso significa muito mais pessoas tentando organizar reuniões de clientes e discussões em grupo por meio de aplicativos de videochat ou discutindo planos em plataformas de software de produtividade como o WeChat Work ou o Slack-like Lark, da Bytedance.

As vanguardas do novo modelo de funcionários dispersos são os centros financeiros chineses de Hong Kong e Xangai, cidades com distritos comerciais centrais que contam com centenas de milhares de trabalhadores em finanças, logística, seguros, direito e outros empregos de colarinho branco.

Despesas

Um banqueiro de Hong Kong disse que vai prolongar as férias no exterior, pois pode trabalhar de qualquer lugar com um laptop e um telefone.

Outros dizem que estão usando o tempo normalmente gasto para buscar clientes e ir a restaurantes com eles para fazer o balanço atrasado das despesas de viagem. Um executivo disse que mudou o foco para negócios no sudeste da Ásia.

“Ninguém está participando de reuniões, minha agenda está bastante vazia”, disse Jeffrey Broer, consultor de projetos em Hong Kong. “Uma pessoa me enviou um e-mail dizendo: ‘Vamos nos encontrar em algum lugar em fevereiro?’”

Alguns gerentes temem que o êxodo dos escritórios diminua a produtividade, mas há evidências de que o oposto pode ser verdadeiro.

Um estudo de 2015 da Universidade Stanford, na Califórnia, revelou que a produtividade entre funcionários de call center da agência de viagens chinesa Ctrip aumentou 13% quando trabalhavam de casa devido a menos pausas e ambientes de trabalho mais confortáveis.

Espaços compartilhados

Embora o vírus possa testar essa teoria em uma escala mais ampla, o surto representa uma ameaça existencial para outro novo modelo de negócios: espaços de coworking, que se multiplicaram nas grandes cidades chinesas nos últimos anos com a disparada do aluguel de imóveis e expansão de startups de tecnologia.

“Será um período muito difícil”, disse Dave Tai, vice-diretor da Beeplus, um espaço de coworking e padaria na China com 300 funcionários.

O vírus atrasou a abertura de uma unidade em Pequim. Segundo Tai, é praticamente impossível para ele e outras pessoas em seu setor trabalharem de casa. Sem os clientes dispostos a trabalhar em cubículos próximos no espaço físico, o negócio pode morrer.

Mesmo para quem pode fazer negócios pela Internet e por telefone, o surto pode deixar poucas opções.

Banqueiros dizem que IPOs e acordos estão suspensos. O valor das transações nos primeiros 30 dias de 2020 correspondia à metade da montante no ano anterior, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Com fábricas fechadas e trabalhadores administrativos em casa, muitos no setor de serviços da China enfrentam momentos difíceis.

O segmento é muito maior do que durante o surto da SARS, representando 53% da economia contra 41% em 2002. Mas, sem clientes, muitas empresas estão no limbo.

 

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Product managers estão em alta — entenda o que fazem esses profissionais e como entrar nessa área

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Bom salário, alta pressão e capacidade de liderança fazem parte da vida de um dos profissionais mais cobiçados do mercado digital

Na minha visão, Steve Jobs será sempre lembrado por ter conseguido criar mercados que não existiam para acomodar produtos que as pessoas não sabiam que precisavam. Ele fez isso muitas vezes ao longo da vida, quase sempre de forma bem-sucedida: dos primeiros computadores pessoais aos iPhones, que a princípio ninguém queria ou conscientemente precisava.

De certa forma, Steve Jobs foi um dos melhores Product Managers da história.

Seu foco em entregar o melhor produto para as pessoas era tão obsessivo que ele cruzou vários limites para alcançar seus objetivos. Não apenas garantiu a entrega, mas também criou ecossistemas inteiros em volta deles, aumentando o valor percebido e a retenção de clientes. E, para completar, seus produtos eram algumas vezes mais caros do que a concorrência, redefinindo todas as categorias em que atuou e elevando seus produtos a símbolos de status.

No mercado digital aquecido, Product Managers estão em alta.

Com o crescimento do mercado digital no Brasil e os investimentos astronômicos nos unicórnios, cresce a necessidade de profissionais capazes de direcionar a estratégia, o plano de evolução e as entregas dos produtos digitais.

A escassez de pessoas com experiência no campo, somada ao grau de responsabilidade desse papel, faz aumentar a competição por profissionais entre as empresas e alavanca seus salários: em média, Product Managers no Brasil têm um salário base de R$15.800,00. Nos Estados Unidos, essa carreira já está entre as 20 com maior crescimento de demanda nos últimos anos.

Na prática, qual é o trabalho de PMs?

Na prática, Product Managers trabalham na intersecção de 3 áreas críticas de uma empresa: experiência de usuários, tecnologia e negócios. Por produto, aqui, leia-se produtos digitais, como plataformas, aplicativos, interfaces digitais, etc.

Um produto só existe em função da estratégia da empresa e Product Managers devem saber exatamente como as métricas de sucesso do produto contribuem para os objetivos do negócio. Deve ser capaz de alinhar a sua visão do produto com os objetivos macro da empresa e comunicar isso claramente para todos os envolvidos.

Entender profundamente a estratégia e os objetivos da empresa e como exatamente a evolução do produto digital contribui para a visão de curto, médio e longo prazo do negócio.

Nos últimos anos, o Nubank se tornou referência em posicionamento de marca e experiência de usuários, com milhões de clientes ativos. Mas poucas pessoas sabem que a empresa é uma das referências em cultura de produto — boa parte do seu sucesso pode ser atribuído à maneira como a empresa descobre necessidades, valida hipóteses, entende as dores de usuários e faz melhorias nos seus produtos. Vale assistir a esta conversa com Pedro Axelrud, que liderou o processo de criação e hoje é Head de Produto da NuConta, contando o passo a passo de como esse produto nasceu.

No dia a dia, esse papel é responsável por garantir que seu time — em geral, composto por engenheiros, designers, cientistas de dados e profissionais de marketing/negócios — esteja planejando adequadamente as entregas do produto, com clareza do objetivo e foco.

É uma ciência e uma arte: num mundo em que as coisas mudam tão rápido, é preciso realizar as entregas do produto no melhor ritmo possível, equilibrando o fator tempo e qualidade. É sua responsabilidade entender quando um item do produto (como uma melhoria ou uma nova funcionalidade) está boa o bastante para ser entregue, e o que a equipe deve fazer na sequência — ajustes, colheita de feedbacks de usuários, etc.

Habilidades de organização, priorização, pensamento crítico e escuta ativa são fundamentais nessa posição.

Além disso, é fundamental ajudar o time a ter certeza de que o produto entregue é o certo — para usuários e para o negócio. Não adianta entregar um produto que não atenda às necessidades das pessoas, porque isso vai refletir diretamente no desempenho de todo o negócio. Para garantir que o produto entregue é o certo, Product Managers devem ser obcecados em compreender os problemas dos clientes, nos mínimos detalhes — e testar continuamente as hipóteses de proposta de valor antes e depois de lançar qualquer melhoria ou nova funcionalidade ao produto.

Como tornar-se Product Manager?

Não existem pré-requisitos técnicos para ser Product Manager — você pode ter experiência em marketing, em design, em negócios ou tecnologia. Mais importante que conhecimento técnico, um(a) Product Manager deve desenvolver suas habilidades como líder, com capacidade de escutar usuário(a)s, comunicar claramente sua visão para a empresa e garantir a motivação e senso de propósito do time.

Apesar dos altos salários como principal atrativo e do fato de que 7 em 10 Product Managers estão satisfeitos com suas carreiras, como divulgado no relatório The Future of Product Management, muitas empresas estão tendo um grande desafio na hora de contratar — não há profissionais suficientes no mercado para atender à grande demanda de vagas.

O principal desafio está na área de educação. As universidades não preparam pessoas para lidar com a realidade do mercado em busca de lideranças de produto. Profissionais com perfil técnico muitas vezes precisam desenvolver habilidades na área de liderança, que incluem diversas habilidades transversais como comunicação e empatia. Profissionais acostumados com gestão de pessoas, estão precisando atualizar seus conhecimentos técnicos e aprender a trabalhar de maneira mais ágil e colaborativa.

Assim, se você pretende encarar essa nova carreira, precisa buscar informações por conta própria, pesquisar como as empresas digitais estão estruturando suas equipes e, para se aprofundar nas técnicas e mentalidades da profissão, buscar cursos de formação na área e participar de meetups e eventos que ajudem a dar o primeiro passo.

E, por fim, o mais importante: nunca parar de aprender. As melhores lideranças de produto são pessoas que lideram sem ser chefes, criam tecnologia sem programar, resolvem problemas sem ser designers. Isso envolve muita atenção aos outros papéis do time e uma preocupação constante em entender suas necessidades e seu potencial de gerar resultados.

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Criatividade é a nova produtividade no trabalho? Especialista explica

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É possível desenvolver a habilidade criativa? Confira os conselhos de Sofia Esteves, presidente do conselho do grupo Cia. de Talentos, em sua coluna

criatividade e a inovação são elementos essenciais para a construção de uma carreira sólida e, atualmente são reconhecidas como base dos talentos ágeis, os profissionais mais buscados pelo mercado de trabalho.

A nova era tecnológica irá apresentar desafios que antes não existiam e requer que estejamos preparados para nos mantermos atentos para encontrar novas respostas, através do pensamento crítico e de linhas de raciocínio disruptivas e inovadoras.

Ideias, projetos e pensamentos são a imaginação em movimento, mas apenas a criatividade é quem traz a imaginação para a vida prática e a transforma em uma ação efetiva. Criatividade é solução.

Muitos ainda acreditam que a criatividade pertence apenas a uma parcela da sociedade que possui uma mente mais sonhadora e imaginativa, ou que é uma capacidade só de atores, músicos e pintores, como se fosse uma habilidade, um dom, reservado a poucos, mas não é bem assim.

Venho falando como a aprendizagem de qualquer habilidade é uma questão de desenvolvimento e prática. Todos fomos crianças um dia e sabíamos muito bem como criar mundos fictícios para enfeitar nossas brincadeiras. Sim, você é criativo, você só se esqueceu disso.

A criatividade de uma nação está ligada à capacidade de pensar e teorizar, o que requer uma boa educação, livre de condicionamentos limitantes. Porém, como venho falando também, o modelo tradicional de ensino brasileiro e em muitos lugares do mundo, bloqueou nossa criatividade nos fazendo acreditar que o conhecimento sempre está do lado de fora, com um professor, e nunca na nossa capacidade de desenvolver um conteúdo e chegarmos às nossas próprias conclusões.

Sendo assim, cabe a você reconstruir esse caminho. A ideia de ter que esperar que alguém apareça com uma solução pronta, com um conteúdo fechado, levou a sociedade a um comportamento passivo e acomodado, fazendo com que a criatividade só surja em momentos de urgência como, por exemplo: seu projeto em uma empresa não funcionou e se você não encontrar uma solução rápida corre o risco de perder o emprego. Ou você paralisa de pânico, ou tem uma boa ideia.

Normalmente a boa ideia surge, nem que seja uma boa desculpa para validar o porquê seu projeto deu “errado”. Então, por que deixamos que a criatividade apareça apenas quando não há mais possibilidades senão agir através dela?

Meu convite é que você olhe para esse tema e use essa potencialidade antes que ela se torne emergencial. Está na hora de retirar as anteninhas da criatividade da sua caixinha de medos e deixar ela brilhar novamente, revelando as infinitas capacidades que você tem para perceber uma situação de forma criativa.

Mas Sofia, como refazer esse caminho? Caminhando. Como as crianças aprendem? Através do universo lúdico. Ou seja, volte a ler boas histórias, ver bons filmes, boas músicas, peças de teatro. Consumir arte é uma ótima forma de ampliar sua percepção criativa.

As crianças também são muito boas na arte de perguntar. Se a criatividade é a princesa da vez, a curiosidade é a rainha, sua mãe. Você precisa despertar a vontade de aprender mais, mais e mais, sempre mais. A aprendizagem contínua é essencial para uma carreira sustentável a longo prazo.

Questione, pergunte, investigue. Não se contente com conteúdos rasos, o Google está aí. Milhares de informações interessantes estão ao alcance de um clique. Não importa o formato, seja podcasts, vídeos, audibooks, livros, ou palestras do TED, o importante é consumir diariamente conteúdos de valor. Conteúdos que te façam pensar, refletir e ter novas ideias.

Outra importante chave da criatividade é enfrentar o medo de errar. Fomos condicionados a ter pavor dos julgamentos, como se nossa personalidade e essência originais dependessem de como os outros nos enxergam, um erro enorme para quem busca a criatividade. O medo de inovar inibe a capacidade de criar novas ideias. Sendo assim, apenas com coragem e confiança é que você pode criar um cenário convidativo para a criatividade.

Quando nos permitimos permanecer nessa limitação, nos transformamos em meras cópias, o famoso “efeito manada”, em que um tem a coragem e a ousadia de inovar e a maioria apenas segue a tendência, sem questionar se faz sentido ou não.

Deixo como sugestão final a indicação de dois livros muito interessantes para o desbloqueio criativo. O primeiro é o ‘Caminho do Artista’, da Julia Cameron, que traz uma série de exercícios práticos que mostram que todos somos artistas, mesmo que a sua arte seja a de criar tabelas no Excel para a gestão de projetos. A outra indicação é o livro ‘Confiança Criativa’ do Tom Kelley e do David Kelley, fundadores da Stanford D. School, que traz princípios teóricos e práticos a respeito da criatividade e da solução de problemas.

Boa jornada!

 

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Customer Success é o cargo da moda nas startups

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Dos 700 funcionários da empresa de tecnologia Resultados Digitais, de Florianópolis, 150 trabalham com CS e mais 30 serão contratados para área até janeiro

Foi-se o tempo em que os cargos eram separados entre analista, diretor e gerente, de áreas conhecidas como RH, comercial, financeiro. Novos cargos vêm surgindo à profusão. Alguns são só uma tradução para o inglês ou a adoção de um termo da moda. Diretor de RH vira Head de gente, por exemplo. Mas muitas das novas funções marcam mudanças na forma de encarar os negócios. Parece ser o caso de um dos cargos da moda, o Customer Success (CS).

O cargo foi criado sob medida para um mercado novo. A ampliação do mercado de vendas de programas como serviço (Software as a Service), que deve crescer 17,8% em 2019, movimentando 85,1 bilhões de dólares, de acordo com previsões da Gartner, impulsionou o crescimento da área de Sucesso do Cliente. Companhias dos mais diversos setores, como a empresa de tecnologia HP, o banco Santander, a startup de transporte por aplicativo 99 e a Agrosmart, de digitalização da agricultura, possuem uma área de CS.

Há mais de 30 mil profissionais trabalhando no segmento no mundo, segundo o Linkedin. Entre 2018 e 2019, houve um aumento de 29% de profissionais em escala global e de 52% só no Brasil. A carreira foi apontada como a sexta profissão mais promissora de 2019 pela rede social.

O objetivo final de um profissional de CS é ajudar o cliente a atingir suas expectativas e obter sucesso no uso do produto contratado. O escopo de trabalho vai além do atendimento reativo ao cliente, que só responde às demandas e queixas dos consumidores — comum em empresas como as de telefonia ou TV, campeãs de reclamação no ranking EXAME/IBRC de atendimento. Há casos em que o Serviço de Atendimento ao Consumidor está dentro da estrutura de CS, mas a área é mais ampla e tem características parecidas com o trabalho de consultoria.

Se eu compro uma calça jeans bonita e ela rasga, eu ligo para o SAC, mas no caso do Customer Success eles me ligariam e diriam ‘olha, você tá usando muito a calça, já experimentou com um salto assim? Ou como uma blusa tal?’”, exemplifica Adriana Cambiaghi, diretora executiva da consultoria Cia de Talentos. No final, se o trabalho é bem-feito, o cliente enxerga na empresa contratante uma parceira que traz informações úteis.

Prioridade para Resultados Digitais

Foi por isso que startup de marketing digital e vendas Resultados Digitais, de Florianópolis, já nasceu em 2011 com a área de Customer Success. O setor foi estruturado e comandado pelo fundador Guilherme Lopes, mas passou a ser liderado desde 2018 por Erika Tornice, formada em administração e marketing pela ESPM, que ocupava posto similar desde 2015 na empresa norte-americana de tecnologia Intuit. Atualmente, dos 700 funcionários da companhia, 150 são profissionais de CS.

A empresa oferece uma plataforma para gerenciar e automatizar ações de marketing digital, que é dividida em dois serviços, chamados RD Station Marketing e RD Station CRM. O trabalho de Customer Success começa a partir do momento em que o cliente adquire o software. O gerente ajuda nos primeiros passos para que a empresa consiga utilizar o serviço. “É um trabalho de gestão de sucesso, pró-ativo, que busca atrelar nossas soluções com as necessidades deles”, diz Erika.

Depois que a implementação está completa, há um trabalho de transição, para que o contato seja menos frequente, mas o diretor de CS continua analisando o progresso dos clientes de acordo com o plano de sucesso estabelecido. Erika explica que boa parte do tempo dos profissionais da área é dedicado na preparação para as interações com os clientes, para que elas sejam de qualidade. Para as demandas pontuais, como dúvidas de uso da plataforma, há um time de suporte a postos.

O profissional de CS dentro da Resultados Digitais pode ter diferentes tipos de carteiras de cliente. Existe a low touch, que agrupa um número maior de clientes, mas exige menos interações pró-ativas feitas pelo profissional. Há a mid touch, que é intermediária, e a high touch, que demanda que o funcionário faça contatos mais vezes, devido a complexidade do perfil das contas atendidas. O portfólio, nesses casos, é menor.

Como há 1.700 agências de marketing que também vendem o software da Resultados Digitais, há uma equipe interna de CS dedicada a trabalhar com os parceiros na implementação do RD Station para os clientes deles.

Retenção de clientes

A preocupação com o sucesso obtido pelos consumidores acontece porque uma parte significativa da receita da Resultados Digitais vem da própria base de clientes, que fazem assinaturas mensais ou anuais dos softwares. Assim, para avaliar o trabalho feito pelos funcionários de Customer Success, a startup analisa uma composição de fatores, como a média de utilização da plataforma pelos clientes nos primeiros seis meses de uso, o percentual de retenção de clientes dentro da carteira e o feedback recebido nas pesquisas de satisfação. “Nosso desafio é trabalhar para maximizar resultados com esses clientes e garantir a retenção deles a longo prazo”, diz Erika.

Mesmo com quase 20% do quadro da empresa sendo formado por profissionais da área de Customer Success, a Resultados Digitais pretende contratar até o fim janeiro de 2020 mais 30 pessoas para o segmento. Erika conta que como há poucos profissionais com experiência na área, a startup não faz exigência de um diploma específico, mas ter trabalhando com atendimento ou vendas pode ajudar o candidato. “Acabamos olhando o perfil, buscamos pessoas com boa comunicação, empatia e didática. Habilidade para negociar também é importante”, diz a diretora.

A própria Erika migrou de outras áreas do mundo corporativo. Antes da Resultados Digitais, ela trabalhou com CS e Customer Care na empresa americana de softwares Intuit. De 2005 a 2015, ela era responsável pela área de pós-venda da Microsoft. Primeiro liderando equipes no Brasil e depois assumindo toda a América Latina em Seattle, nos Estados Unidos. Ela conta que a área tem evoluído muito nos últimos anos, mas que o Brasil não está atrás. “Está todo mundo aprendendo junto, muita coisa quando eu estava nos EUA ainda estava sendo desenhada”, diz.

Customer Success é o jeito que as empresas, especialmente as de tecnologia, encontraram para garantir a existência do tripé de retenção, engajamento e motivação do cliente dentro de suas plataformas, como explica Adriana Cambiaghi, da Cia de Talentos. Para ela, CS é uma nova nomenclatura, acompanhada de um novo escopo de trabalho, mas com objetivos tradicionais. “É uma evolução da área de pós-vendas. Por trás dessa carreira tem uma atividade bastante antiga, a que faz o trabalho de preservar o cliente na base e garantir sua felicidade”. Se esses detalhes não forem pensados, o risco é a área de CS ser apenas um SAC com nome mais refinado. Neste caso, tanto a empresa quanto o cliente sairiam perdendo.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/carreira/customer-success-e-o-cargo-da-moda-nas-startups/

 

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PMO Ágil

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O PMO é a sigla que usamos para definir um Escritório de Gerenciamento de Projetos. Embora o significado real não seja tão difundido, quem se interessa pelo assunto sabe que é um processo muito importante dentro das instituições, já que é uma maneira eficaz de compartilhar opinião e conhecimento. Se a sua empresa aplica o PMO, é sinal de que ela atingiu certa maturidade no que diz respeito ao gerenciamento de projeto.

Ter um PMO é um bom sinal de que uma organização chegou a certa maturidade com gerenciamento de projetos, técnica que aumenta consideravelmente as chances de sucesso projeto da empresa.

Agora inclua, métodos Ágeis nos seu PMO

O PMO ágil tem por objetivo facilitar na criação e produção de métodos para agilizar os processos da empresa. Ao contrário do que pode parecer, ele não deve funcionar como um setor burocrático. Pelo contrário.

Pode existir algum confronto na mudança do PMO tradicional (com os fluxos de processos do PMBOK) para o PMO Ágil. Mas esse último pode servir como elo e contribuir para que as empresas possam desenvolver projetos bem sucedidos. Sim, é preciso um pouco de gerenciamento de mudança, mas não é impossível. Implementando métodos ágeis a empresa já pode esperar ótimos resultados.

Para essa transição, o foco sempre será a equipe. Já que o PMO tem influência direta sobre as pessoas envolvidas. Por isso, é muito importante implantar um programa de treinamento, já que alguns conceitos serão desconhecidos para os membros da equipe. Não descarte a possibilidade de fornecer um coaching para sentar com o pessoal e dividir experiências.

O PMO serve, basicamente, para identificar hábitos ruins e construir métodos facilitadores para agilizar os processos da organização. O PMO Ágil incentiva a comunicação constante com os clientes ao longo do trabalho. Isso possibilidade detectar erros ou entraves com antecedência e corrigir o problema. Por isso, trabalhar em equipe e em sinergia tem um valor inestimável.

Algumas responsabilidades do PMO continuam em comparação com os métodos tradicionais, tais como: exigências de conformidade; gestão de novos projetos; apresentação de resultados; fornecer ferramentas; auxiliar com as métricas; padronizar o uso do scrum; processos; coordenar equipes; minimizar o desperdício.

Para que o seu PMO seja realmente ágil, ao se trabalhar com várias equipes, a chave está na forma que os gestores irão conduzir o andamento: o melhor a se fazer é focar e exaltar as similaridades das equipes e não focalizar as diferenças. Os métodos corretos de gestão, que incluem diálogo e transparência, vão permitir que os gestores conheçam os pontos fortes de cada grupo, conquistando maior índice de sucesso na execução de projetos. Enfim, nosso objetivo nesse texto é somente apresentar rapidamente o conceito do PMO Ágil e explicar suas funções e diferenças básicas em relação ao PMO.

 

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Lean Startup

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O método Lean Startup foi elaborado por Eric Ries e traduzido em seu livro de mesmo nome, publicado em 2011 (“A Startup Enxuta”, no Brasil). Apesar de alguns avanços e ideias muito interessantes, Eric na verdade apenas compilou grande parte de seu conhecimento sobre administração e desenvolvimento ágil de software, junto com sua experiência como empreendedor. A ideia surgiu de seu blog “Startup Lessons Learned” (http://www.startuplessonslearned.com/), que ele já vinha escrevendo desde 2008 e onde ele cunhou originalmente o termo Lean Startup, em setembro do mesmo ano.

Entretanto, antes de falarmos do método propriamente dito, é importante entendermos a definição de Eric Ries para uma startup:

“Uma Startup é uma instituição humana projetada para criar um novo produto ou serviço sob condições de extrema incerteza.”

Esse entendimento é importante para termos em mente que estamos falando de um tipo específico de startup, aquela onde o modelo de negócio é completamente novo, portanto incerto. Assim, estamos descartando o conceito de que uma startup é qualquer empresa eu seu estágio inicial. Não, quando falamos de Lean Startup, estamos falando de “condições de extrema incerteza”. Ou seja, abrir um restaurante ou um hotel não é criar uma startup (pelo menos para nós aqui).

Dito isso, podemos partir para os pilares que ajudaram Ries a consolidar o modelo:

  • Pensamento Lean: como o próprio nome diz, o método foi pensado para manter uma estrutura enxuta, evitar o desperdício e o foco em entrega de valor. Junto a isso, devemos nos concentrar em parar de desperdiçar o tempo das pessoas, deixando de fazer perguntas como “isso PODE ser construído?” e passando a perguntar “isso DEVE ser construído?”. Com a tecnologia disponível atualmente, praticamente tudo PODE ser construído, mas a questão é: qual o valor disso para a humanidade?
  • Desenvolvimento Ágil: o próprio Eric Ries foi desenvolvedor de software e entende os ganhos em se trabalhar com métodos ágeis de desenvolvimento. Não seria errado dizer que Lean Startup está para desenvolvimento de negócios assim como o Scrum está para desenvolvimento de software.
  • Experimento Científico: o método ajuda o empreendedor a evitar o erro de “ver no que vai dar” e aplica uma abordagem científica de aprendizado validado no desenvolvimento de negócios. Além do mais, “ver no que vai dar” nunca fracassará, pois você sempre vai conseguir “ver no que deu”, mesmo que isso seja sua falência.

Outro ponto importante, os princípios do Lean Startup:

  1. Empreendedores estão em todo lugar: começar uma startup não é exclusividade de profissionais autônomos. Você pode criar uma startup dentro de sua empresa, seja ela seu home-office ou uma multinacional. O princípio de que empreendedores estão em todo lugar guia o método para aproveitar a força criativa de qualquer pessoa que esteja ao seu redor.
  2. Empreendedorismo é gestão: eu já ouvi pessoas falando que abriram uma startup porque não gostam de trabalhar em empresas. Elas só esqueceram que se a startup delas der certo, elas vão trabalhar numa empresa! Este princípio assume que qualquer negócio precisa de gestão e que em algum momento você vai precisar parar o que mais gosta de fazer para cuidar do seu financeiro, administrativo e contabilidade. Não se iluda, nem tudo são flores!
  3. Aprendizado validado:como dito anteriormente, o Lean Startup utiliza uma abordagem científica para o desenvolvimento de negócios, e sua principal métrica é o aprendizado validado. Vamos falar dele na segunda parte do post!
  4. Construir-Medir-Aprender:representa o fluxo principal de atividades do método, pelas quais o empreendedor deverá passar antes de decidir se vai “pivotar” ou perseverar. Falamos que a expectativa de vida de uma startup é quantas vezes ela consegue rodar esse loop “Construir-Medir-Aprender”. Também voltamos nisso mais tarde.
  5. Contabilidade de Inovação:Como dissemos, a principal métrica do Lean Startup é o aprendizado validado, algo difícil de ser mensurado. Portanto, não faria muito sentido olharmos apenas para os números no momento de fazer nossa contabilidade. A Contabilidade de Inovação procura garantir que o produto/serviço da startup esteja evoluindo no mesmo sentido do que está sendo aprendido e evitar que os números sejam torturados até que se consiga qualquer coisa deles.