Prazer e sofrimento no trabalho em projetos

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A forma como o ser humano produz sua própria vida é um meio para compreendermos as condições e as relações presentes no ambiente do trabalho. Essa conjuntura suscita em prazer e/ou sofrimento.

O trabalho pode ser fonte de prazer e conquista de identidade, estando ligados ao bem-estar e satisfação ou sofrimento e desmotivação aos indivíduos. O Professor Chridtophe Dejours define o sofrimento quando o trabalhador usa o máximo de suas faculdades intelectuais, porém ele não consegue desenvolver significativamente suas tarefas, tornando-se insatisfeito.

Dejours explica que as vias do sofrimento se transformam em prazer. A primeira é quando inventamos soluções para os problemas, o que chamamos de trabalho vivo, que é uma fonte de realização pessoal. A segunda é pelo reconhecimento. Quando alguém consegue o desempenho esperado e isso é creditado ao fato de eu ter dado muito de si mesmo, esse reconhecimento transforma o sofrimento em prazer. Ela é a mais poderosa das transformações de fato, o mérito do trabalho.

As condições e relações em um ambiente de gestão de projetos atingem os indivíduos e as organizações. O sucesso e o fracasso são cruciais nessa atividade, desta forma o prazer e o sofrimento podem impactar estes resultados.

O prazer e o sofrimento caminham lado a lado e o maior desafio é administrar as pessoas e atividades de forma a proporcionar uma quantidade maior de prazer. Os profissionais e as organizações possuem responsabilidades e influências não podendo ser isentos de seus papeis.  A busca por saúde física e metal são fatores que auxiliam na manutenção destes sentimentos.

Fonte: A carga psíquica do trabalho. In C. Dejours, E. Abdoucheli & C. Jayet. Psicodinâmica do Trabalho: contribuições da Escola Dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho. São Paulo: Atlas.

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